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Estatina não previne morte

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Cientistas do Reino Unido colocam em xeque o uso indiscriminado de estatinas (drogas para diminuir os níveis de colesterol) por pessoas com colesterol elevado, mas sem doença cardíaca estabelecida.

Revisão de 11 estudos (65.229 pessoas, 32.623 no grupo estatinas e 32.606 no grupo placebo) constatou que o uso de estatinas como prevenção primária, nessas pessoas saudáveis, não reduz a mortalidade. Os resultados foram publicados na revista "Archives of Internal Medicine". Após quase quatro anos, 2.793 participantes do estudo foram a óbito (1.447 dos que tomaram placebo e 1.346 do grupo que recebeu o remédio). A diferença no número de mortes não tem relevância estatística e, por isso, comprovaria que as estatinas não têm efeito preventivo. Os voluntários que tomaram placebo tinham níveis de LDL (colesterol ruim) maiores do que os que tomaram estatinas e, mesmo assim, os índices de mortalidade foram semelhantes, conforme o estudo.

Os resultados obtidos levam à reflexão, no sentido de que não se deve universalizar o uso de estatinas em pacientes com colesterol alto, mas sem doença cardíaca estabelecida.

Segundo Dr. José Rocha Faria Neto, diretor-científico da Sociedade Paranaense de Cardiologia, a primeira providência para prevenir riscos cardíacos deveria ser uma mudança no estilo de vida, com dieta e prática de exercícios físicos. "Estatinas não são para qualquer pessoa. Pacientes de baixo risco devem tentar reduzir o colesterol por pelo menos seis meses antes de tomar a medicação. Depois de iniciado o tratamento com remédio, é para a vida toda."

 

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