AVC - Derrame Cerebral: é emergência!! |
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Acidente vascular cerebral (AVC), popularmente conhecido como derrame cerebral, é a segunda doença que mais afeta os idosos no Brasil, perdendo apenas para o infarto. Pode também, embora mais raramente, afetar crianças, jovens e adultos, constituindo no ocidente, a terceira causa de morte e segunda maior causa de perdas cognitivas. Existem dois tipos de AVC: o isquêmico e o hemorrágico. No primeiro, um coágulo ou placa de gordura se instala em uma das artérias cerebrais, reduzindo ou impedindo a circulação sanguínea. O coágulo pode se originar no coração ou nas artérias carótidas ou vertebrais e migrar para o cérebro ou, ainda, se formar diretamente no órgão. De qualquer maneira, o suprimento de oxigênio ao cérebro é comprometido resultando na morte de muitas células no território atingido, principalmente neurônios. O AVC hemorrágico, por sua vez, acontece com o rompimento de um vaso sanguíneo, desencadeando uma hemorragia no cérebro, o que resulta em um sofrimento no tecido cerebral. O AVC isquêmico é mais comum, constituindo 80% dos casos. Sintomas Como cada área do cérebro coordena determinada função do organismo, os sintomas do AVC são muito variáveis e incluem: alterações motoras evidentes (a pessoa perde o movimento do braço ou entorta a boca, por exemplo); confusão mental, dificuldade de fala ou compreensão; vômitos em jato; adormecimento dos músculos da face, nos braços ou nas pernas; alterações na memória, visão ou audição, entre outras. Nem sempre esses sinais são evidentes, podendo ser tão sutis que passam despercebidos pelo paciente ou por quem está perto dele. No entanto, os sintomas se instalam de maneira abrupta, podendo regredir ou mesmo desaparecer depois de algum tempo. Infelizmente, dos que sobrevivem ao AVC, 70% ficam com algum grau de comprometimento. As seqüelas são variáveis, podendo ser físicas (incapacidade de fala e locomoção, comprometimento da visão, etc.) ou cognitivas (distúrbios de raciocínio e memória, por exemplo). Quaisquer que sejam os sintomas apresentados, transitórios ou não, claros ou sutis, procurar atendimento médico-hospitalar imediatamente é imprescindível. A cada hora sem tratamento, 120 milhões de neurônios morrem, ou seja, quanto mais o tempo passa, mais graves serão as seqüelas. Causas do AVC O AVC pode ser causado por inúmeros fatores, entre eles ruptura de aneurisma, aumento da pressão sanguínea, infarto do miocárdio e traumatismo crânio encefálico. Entretanto, a maioria das alterações nos vasos sanguíneos vai se instalando ao longo dos anos. Muitas vezes, é necessário bastante tempo para que elas deixem as artérias enfraquecidas, com risco de ruptura ou entupimento, dependendo do tipo de derrame. AVC situação de emergência! O tratamento para o AVC é substancialmente de emergência. O tempo é precioso para o paciente e cada segundo conta na corrida para salvar vidas e diminuir seqüelas em ambos os tipos de AVC. No tipo isquêmico, até 4,5h após o início dos sintomas, pode ser dado o medicamento trombolítico, que irá estimular a destruição do trombo. Essa droga é capaz de diminuir em até 30% as seqüelas. Depois disso, cada vez menos se pode fazer pelo paciente. Não há medicamento para o AVC hemorrágico, o que se deve fazer é controlar a pressão sanguínea da pessoa, para evitar que a hemorragia continue. Números de telefone úteis numa emergência:
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