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Aspirina reduz risco de câncer intestinal

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Estudo publicado na revista médica The Lancet comprova que o consumo diário de aspirina por dois anos reduz o risco de câncer colorretal em pessoas com tendência genética a ter o tumor.

Esse é o primeiro estudo controlado a analisar de forma direta a relação entre a aspirina e a prevenção de câncer. Foram acompanhadas 861 pessoas em 16 países. Segundo pesquisadores da Universidade de Newcastle, no Reino Unido, a tomada diária de aspirina reduziu em 60% o risco de câncer colorretal em pessoas com propensão genética de desenvolver a doença. Todos os participantes do estudo eram portadores da síndrome de Lynch, anomalia genética que aumenta em dez vezes o risco de desenvolver tumor de intestino. Estima-se que uma a cada mil pessoas carregue a mutação.

Os voluntários foram divididos em dois grupos: metade tomou duas aspirinas (600 mg) por dia por pelo menos dois anos e os demais receberam placebo. Segundo o estudo, os efeitos protetores começaram a aparecer cinco anos depois do início do tratamento.

O oncologista Paulo Hoff, diretor do Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo Octavio Frias de Oliveira), está iniciando uma pesquisa para analisar o efeito da aspirina em pacientes sem tendência genética a ter câncer, para determinar se vale a pena ou não usar o remédio como prevenção geral. "Tomar o remédio aumenta o risco de gastrite. Ainda é preciso comprovar seu benefício para a população em geral. Mas esse estudo aponta que estamos no caminho certo", afirma Hoff.

 

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