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Sua saúde em risco: Metade dos futuros médicos não sabe avaliar radiografia segundo prova do CREMESP

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Quase metade dos estudantes do último ano de medicina em São Paulo não sabe interpretar uma radiografia e fazer um diagnóstico após receber as informações dos pacientes. Metade também indicaria o tratamento errado para infecção na garganta, meningite e sífilis e não é capaz de identificar uma febre alta como fator que eleva o risco de infecção grave em um bebê.

Os dados são parte dos resultados de uma prova aplicada pelo CREMESP (Conselho Regional de Medicina) a alunos do sexto ano de 25 faculdades do Estado. A prova, opcional, mostrou que 46% dos formandos não sabem conteúdos básicos e, por isso, não estão preparados para a profissão.

Participaram 418 alunos. Foram reprovados 191, que acertaram menos do que 60% das 120 questões objetivas. Ninguém acertou todas. "Não é uma prova para especialistas. São questões básicas", diz o presidente do CREMESP, Renato Azevedo Jr.

Para a Associação Médica Brasileira, o resultado reflete as más condições de faculdades no país. "É uma prova que visa medir conhecimento básico de doenças freqüentes. São questões que, se um médico não vê todo dia, vê toda semana." O exame, aplicado desde 2005, já teve 4.821 participantes: 2.250 foram reprovados. A reprovação se mantém alta -43% em 2010-, mas a participação cai a cada ano.

Nenhum aluno de três universidades, entre elas a USP, participou neste ano. Arthur Danila, 23, que acaba de se formar na USP, recusou o convite por não concordar com a prova. "Não avalia pontos importantes, como o corpo docente e a própria faculdade." 

Para o paciente fica claro que deve se informar ao máximo sobre sua condição (sintomas, dores, etc.) ANTES de ir ao médico, e informar ao médico de melhor maneira possível sua condição. Só assim poderá minimizar diagnósticos errados ou pior!

 

Novos medicamentos contra hepatite C são até seis vezes mais eficazes

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Duas novas drogas contra a hepatite C, que estão sendo testadas no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, apresentaram até seis vezes mais eficácia do que os medicamentos usados no tratamento convencional. A Telaprevir e a Boceprevir, recém-aprovadas pela Anvisa para a utilização no Brasil, apresentaram índice de cura de aproximadamente 75% em pacientes que nunca fizeram tratamento contra a hepatite C. Com o tratamento tradicional (com Interferon e Ribavirina), a cura chegava, em alguns casos, a 40%.

O resultado positivo às novas drogas foi mais expressivo em pacientes que já haviam feito o tratamento convencional, mas tinham apresentado recaídas. Nesses casos, as novas substâncias alcançaram índice de cura de 88%, ante 15% obtidos com os medicamentos convencionais.

- A eficácia tem se mostrado até mesmo na redução do tempo de tratamento, diminuindo de um ano para a média de nove a 11 meses - diz o Dr. Roberto Focaccia, responsável pelos estudos.  

As duas novas drogas ainda não são fornecidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A previsão é que, apenas no segundo semestre de 2012, os dois novos medicamentos passem a ser ofertados na rede pública de saúde. Em unidades particulares, o tratamento custa hoje em torno de R$ 9 mil por mês. Segundo Focaccia, há no Brasil cerca de três milhões de pacientes que serão beneficiados pelas novas drogas quando passarem a ser oferecidas pelo SUS.

A hepatite C é uma doença grave, que pode evoluir para o câncer de fígado ou levar o paciente a fazer transplante. É transmitida pelo sangue, principalmente por utensílios de uso pessoal, como tesouras, pinças e alicates de unhas. A transmissão sexual não é comum. Os grupos de maior risco são os pacientes receptores de sangue, usuários de drogas endovenosas, pacientes em hemodiálise e trabalhadores da área de saúde. De 1% a 1,5% dos brasileiros são portadores crônicos do vírus causador da doença, o HCV.

 

Paraplégico que recebeu injeção de células-tronco volta a caminhar!

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Nove anos depois do acidente que o deixou paraplégico, o major da Polícia Militar da Bahia Maurício Borges Ribeiro, 47, voltou a andar graças a uma injeção experimental de células-tronco na região da medula. Amparado por um andador, o policial tem conseguido caminhar até 100 metros por dia. Ribeiro deu os primeiros passos em julho, cerca de 90 dias após a cirurgia.

O tratamento pioneiro está sendo desenvolvido por cientistas do Centro de Biotecnologia e Terapia Celular do Hospital São Rafael, em Salvador, e da Fiocruz. Em março, médicos retiraram células da bacia do paciente e, um mês depois, reinjetaram-nas na região lombar da coluna do policial.

Os movimentos estão retornando gradualmente. O formigamento nas pernas foi o primeiro sintoma da melhora. Depois, houve aumento do controle da bexiga e do esfíncter. O tratamento é complementado pela fisioterapia.

"Estou reaprendendo a olhar para a frente quando ando. Não sei se vou andar de muleta ou arrastando uma perna, mas um dia vou conseguir sair da cadeira de rodas, que é uma prisão", disse o paciente. "No começo não podia nem ficar sentado que eu caía. Melhoro um pouco a cada dia, mas tenho de seguir à risca o tratamento e fortalecer a musculatura porque, se eu cair ou fraturar alguma coisa, o tratamento para."


O diretor de pesquisa do Instituto Sírio-Libanês de Ensino e Pesquisa, Luiz Fernando Lima Reis, afirma que é preciso cautela na expectativa. "É muito promissor, mas ainda precisamos entender muito bem a biologia dessas células", disse.

 

Preço de medicamento genérico varia até 951,69%

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Pesquisa do Procon-SP aponta diferenças de preços de até 951,69% entre os medicamentos genéricos. O medicamento Diclofenaco Sódico (50 mg, 20 comprimidos) foi encontrado em um estabelecimento por R$ 9,36 e em outro por R$ 0,89, uma diferença de R$ 8,47 entre os dois locais.

Entre os medicamentos de referência, a maior diferença de preço encontrada, de 520,83%, foi no medicamento Propranolol Ayerst (Cloridrato  de Propranolol), da Sigma Pharma (40 mg, 30 comprimidos). O maior preço foi R$ 7,45 e o menor, R$ 1,20. Diferença de valor absoluto de R$ 6,25.

Na comparação entre os preços médios dos genéricos com os de referência de mesma apresentação, constatou-se que, em média, os medicamentos genéricos são 58,47% mais baratos do que os de referência.

A pesquisa feita entre o dia 28 e 30 de setembro em 15 drogarias distribuídas pelas cinco regiões do município de São Paulo. Foram pesquisados 52 medicamentos. O levantamento dos preços em farmácia/drogaria (loja física), de médio e grande porte, escolhidas aleatoriamente, distribuídas pelas cinco regiões do município de  São Paulo foi feito pessoalmente.

 

Americanos recomendam vacina de HPV para meninos

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Meninos e jovens devem ser vacinados contra o HPV (papilomavírus humano), segundo um painel de especialistas conselheiros do governo americano.

A imunização é feita em três doses. De acordo com a nova recomendação, meninos de 11 e 12 anos devem receber as injeções. Quem não tiver sido vacinado nessa idade e tiver até 21 anos também deve ser imunizado. Mas é possível vacinar meninos a partir dos 9 anos. No Brasil, a aprovação do uso da vacina de HPV para meninos foi feita neste ano. Nos EUA, a aprovação aconteceu em 2009. Antes, a imunização era recomendada só para meninas e mulheres. 

Uma pesquisa publicada na revista New England Journal of Medicine comprovou que a vacina reduz em 90% as lesões genitais causadas pelo HPV. O estudo clínico, que acompanhou 4.065 homens em 18 países, inclusive o Brasil, comprovou a eficácia da imunização contra lesões ligadas aos tipos 6, 11, 16 e 18 do vírus.

O HPV é sexualmente transmissível e pode causar, além de verrugas genitais, câncer. Pesquisas recentes apontam que o vírus tem crescido como causa de tumores na região da boca. Em mulheres, o HPV leva ao desenvolvimento de câncer do colo do útero. As injeções ainda não estão disponíveis na rede pública em todo o país. Nas clínicas particulares, o custo é de R$ 900.

 
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