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Ruga é sinal de risco de fraturas entre as mulheres menopausadas

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A presença e a profundidade das rugas no rosto e no pescoço podem ajudar a prever os riscos de fraturas ósseas entre as mulheres, segundo um estudo americano publicado nesta segunda-feira.

Cientistas da Universidade de Yale – EUA examinaram 114 mulheres na menopausa que pararam de menstruar há de pelo menos três anos, como parte de um teste clínico ainda em curso nos Estados Unidos. Estudaram a pele das pacientes, com destaque para 11 pontos do rosto e do pescoço, visualmente e com um aparelho destinado a medir a elasticidade da pele da fronte e das laterais da face. A massa e a densidade óssea foram medidas por ultrassonografia e raios X.

"Descobrimos que quando as rugas tornam-se mais numerosas e mais profundas, isso está ligado a uma perda de densidade óssea entre as que participaram do estudo", explicou Lubna Pal, professora de obstetrícia, ginecologia e fertilidade da Faculdade de Medicina de Yale. "Tanto mais as rugas são numerosas, menor densidade óssea, independentemente da idade ou de outros fatores que influenciam a formação de massa óssea", segundo a pesquisadora.

Para a pesquisadora, a descoberta é importante porque "permitirá aos clínicos identificar os riscos de fraturas entre as mulheres por uma simples observação visual, economizando os exames mais caros". Isso se traduzirá em melhor diagnóstico a menor custo.

 

 

Aromasin reduz risco de câncer de mama

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 Segundo um estudo clínico que será publicado em breve no New England Journal of Medicine – NEJM, Aromasin um inibidor da produção de estrogênio (hormônio feminino) é eficaz na prevenção do câncer de mama. O estudo afirma que o exemestano (Aromasin) neutraliza a produção de estrogênio sem tantos efeitos colaterais.

A pesquisa realizada com 4.560 mulheres dos Estados Unidos, Canadá, Espanha e França entre 2004 e 2010 por pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de Harvard – EUA mostrou que o risco de mulheres na menopausa contraírem câncer de mama diminuiu 65% quando usaram uma Aromasin que reduz a produção de estrogênio. O hormônio está ligado ao aparecimento da doença. 

Os pesquisadores dizem Aromasin é diferente de outros bloqueadores de estrogênio, como o tamoxifeno e o raloxifeno, já usados como terapias preventivas para mulheres com alto risco de câncer de mama. Efeitos colaterais graves foram registrados com o uso de drogas como o tamoxifeno, incluindo um raro caso de câncer de útero e coágulos de sangue potencialmente fatais.

 

Prática terapêutica com células-tronco

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paciente foi submetido a tratamento experimental na Bahia

Um paciente paraplégico de 47 anos voltou a ter sensibilidade nas pernas e nos pés e a movimentar os membros inferiores após ser submetido a tratamento experimental à base de células-tronco, na Bahia. Desenvolvido por cientistas do Centro de Biotecnologia e Terapia Celular do Hospital São Rafael, em Salvador, e da Fiocruz, a terapia consiste na retirada de células-tronco adultas do osso da bacia e no reimplante no local da lesão.

O primeiro paciente, cuja identidade foi preservada, ficou paraplégico há nove anos, após uma queda que traumatizou a coluna na região lombar. Seis semanas após a implantação de células-tronco adultas no local da lesão, o paciente já voltou a sentir as pernas e os pés. Iniciou fisioterapia para fortalecer os músculos que ficaram muito atrofiados após o longo período de inatividade.

A bióloga Milena Soares, que participa do projeto, é cautelosa ao prever se o paciente voltará a andar um dia. Segundo ela, isso vai depender, sobretudo, da fisioterapia. "Ele já consegue fazer alguns movimentos com a perna, e os resultados já mostram avanços muito significativos para a qualidade de vida do paciente", diz. Os pesquisadores afirmam que houve um aumento do controle da bexiga e do esfíncter. Com isso, o paciente ficará livre de cateterismos diários feitos para retirar urina.

Melhora rápida

"Houve uma resposta muito boa no pós-operatório. Quatro dias após a cirurgia, o paciente já demonstrou melhora", diz Marcus Vinícius Mendonça, neurocirurgião que integra o grupo. Nessa fase experimental que visa atestar a segurança do procedimento, a técnica será aplicada em 20 voluntários. Segundo Mendonça, características do pós-operatório verificadas no primeiro paciente, como ausência de dores neuropáticas (característica de lesões neurológicas), se repetiram em outros dois pacientes.

 

Risco De Trombose É Duplicado Com Pílula Contento Drospirenona

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 Mulheres que tomam anticoncepcionais de última geração têm duas vezes mais risco de ter trombose do que aquelas que tomam pílulas mais antigas, vendida desde a década de 1970.

A conclusão é de dois estudos, publicados no "British Medical Journal", feitos com 1,2 milhão de mulheres de 15 a 44 anos. Os pesquisadores são da University School of Medicine, em Boston, EUA, e universidade de Otago, na Nova Zelândia.

De acordo com especialistas, é consenso que pílulas causam alterações na circulação sanguínea. Mas, dependendo do tipo de hormônio e da dosagem, esses efeitos podem ser maiores. Segundo a pesquisa, as fórmulas com drospirenona, um derivado da progesterona, trazem mais risco do que as com levonorgestrel, outro derivado do hormônio.

Para o cirurgião vascular Nelson Wolosker, do Hospital Israelita Albert Einstein, o interessante da pesquisa é que foram excluídas todas as pacientes que tinham algum fator de risco para trombose, como histórico familiar, obesidade e tabagismo. Isso quer dizer que mesmo mulheres saudáveis podem ter complicações, ainda que a probabilidade seja baixa. No estudo, foram registrados 30,8 casos de trombose por 100 mil mulheres que tomaram drospirenona e 12,5 casos por 100 mil que usaram levonorgestrel.

"Diante dos resultados, talvez seja melhor usar a pílula antiga", diz Wolosker.

COMPLICAÇÕES

  • Quem tem algum fator de risco deve evitar qualquer contraceptivo hormonal e partir para os não hormonais, como o DIU (dispositivo intra-uterino).
  • A trombose causa inchaço, dor e, se o coágulo se desprender, pode levar à embolia pulmonar. Segundo o ginecologista Claudio Bonduki, da Unifesp, a pesquisa só reforça a importância de um exame clínico antes de a mulher começar a tomar anticoncepcional.
  • Algumas das vantagens da pílula mais moderna, com drospirenona, são causar menos retenção de líquidos e diminuir a oleosidade da pele.
  • Segundo Bonduki, as complicações aparecem no primeiro ano de uso e não pioram com o tempo.
  • Quem já usa a pílula pode tomar certas precauções, como beber bastante água, usar meias compressoras e não ficar muito tempo sentada.

 

 

Sexo oral pode aumentar risco câncer na garganta

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Duas notícias sobre o HPV, podem ter impacto na vida sexual dos jovens e nos cuidados com a prevenção. HPV é um vírus que provoca verrugas na região genital.

Nas mulheres, ele está ligado diretamente ao câncer de colo de útero. Entretanto, um novo estudo feito no Brasil revelou que até 80% dos casos de câncer de boca e de garganta também podem ser causados pelo HPV.

Esses tipos de câncer atingiam pessoas mais velhas e estavam relacionados ao uso de cigarros e ao consumo excessivo de bebidas alcoólicas. Agora, a doença está aparecendo em jovens adultos que fazem sexo oral sem proteção. Principalmente naqueles que têm múltiplos parceiros.

Praticar sexo oral sem se proteger pode expor a pessoa ao vírus HPV. Ele fica alojado por anos em células da região da boca e da garganta. Se não for diagnosticado a tempo, pode levar ao aparecimento de alguns tipos de câncer.

Há mais de cem subtipos de HPV, o subtipo 16 é o que parece estar mais ligado ao aparecimento dessas doenças. O HPV16 pode ser prevenido com o uso de uma vacina que já existe e a ANVISA aprovou semana passada seu uso anteriormente restrito a mulheres jovens, a homens. O custo da vacina (em 3 doses, disponível em clínicas particulares) é por volta de R$ 900,00. Sua eficácia é maior quando o indivíduo é vacinado antes do início da vida sexual.

Informe-se com seu médico a melhor maneira de prevenir o HPV16 e outros tipos. Sexo seguro ainda é a melhor prevenção.

 

 
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