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Câncer de Próstata

Consultar Doenças - Próstata

Definição
Ocorrência de neoplasia maligna da próstata.

Etiologia
A origem ainda é desconhecida, contudo, a causa mais comum é a alteração genética. A estimulação de oncogenes ou a perda da supressão por genes supressores determinam o aparecimento da neoplasia maligna. Estudos recentes apontam a gordura animal como fator facilitador.

 

Clínica
Nas fases iniciais o câncer de próstata apresen­ta-se praticamente assintomático. Em estágios mais avançados podem aparecer sintomas obs­trutivos miccionais (= LUTS), dor pélvica ou sangramento urinário. Dores ósseas podem indicar metástases.

 

Diagnóstico
A partir dos 45 anos, recomenda-se toque retal e dosagem de PSA anual como forma de de­tecção precoce. O toque pode identificar um nódulo ou área de endurecimento na próstata. Atualmente o valor aceito para níveis normais de PSA é de 2,5 ng/dl. Dosagens maiores que 10 ng/dl ou toque alterado indicam a necessi­dade de biópsia transretal. Porém, resultados entre 2,5-10 ng/dl com toque normal reque­rem dosagens das frações livres do PSA. A relação PSA livre/total < 20% também indica biópsia. O resultado desta biópsia sela o diag­nóstico. De maneira complementar, os níveis de PSA acima de 10 ng/dl e/ou graduação his­tológica de Gleason da biópsia > 7 requerem cintilografia óssea para pesquisa de metástases.

 

Tratamento
O câncer localizado deve ser tratado com in­tuito curativo, sendo que as duas opções atuais são prostatectomia radical ou radioterapia. Em fase localmente avançada da doença, utiliza-se radioterapia com bloqueio hormonal ou cirurgia radical em casos selecionados. Os principais efeitos colaterais tanto para cirurgia quanto para radioterapia são disfunção erétil (impotência) em cerca de 80% dos casos e incontinência urinária em 10% nos maiores estudos realizados. Em casos de apresentação da doença sistêmica, o bloqueio da testosterona com o uso de análogos LHRH (goserelina 3,6 mg/IM/mês ou 10,8 mg/IM/trimestral) ou orquiectomia subcapsular são os melhores métodos.

Os efeitos colaterais mais comuns do bloqueio hormonal são fraqueza, mal-estar, insônia, irri­tabilidade, perda óssea e ondas de calor.

 

 

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