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Caxumba

Consultar Doenças - Parotidite

Definição
Doença viral causada pelo vírus da caxumba da família Paramyxoiridae, gênero Paramyxovirus.

 

 

Etiologia
A transmissão ocorre através do contato di­reto com secreções das vias aéreas superiores. Cosmopolita, endêmica nos grandes centros. Acomete principalmente crianças em idade es­colar, sem distinção de sexo. Maior incidência no inverno e início da primavera.

 

Clínica

  • Período de incubação: 12 a 25 dias, média de 16 a 18 dias.
  • Período de transmissibilidade: de 2 dias antes até 9 dias após início do edema da paróti­da.
  • Inicia-se com febre baixa, mal-estar, mialgia, artralgia e otalgia. Após algumas horas ou dias, evolui com edema da parótida, uni ou bilateral, com descolamento do pavilhão au­ricular e apagamento do ângulo mandibular e dor local que se intensifica à abertura da boca e ingestão de alimentos ácidos. Tem duração de 7 a 10 dias.
  • Um terço dos casos é subclínico.

Complicações:

  • Orquite: segunda manifestação mais co­mum da caxumba em adultos. Pode preceder a manifestação da parotidite. Às vezes, pode ocorrer mesmo na ausência de parotidite. O acometimento geralmente é unilateral, com dor e edema testicular. Em raros casos, pode evoluir com atrofia e esterilidade.
  • Meningoencefalite: ocorre em aproxima­damente 10% dos casos, manifesta-se com clínica de meningite, geralmente 3 a 10 dias após parotidite, raramente precede tumefa­ção da parótida. A infecção é benigna e au­tolimitada.
  • Caxumba na gestação: pode causar aborta­mento, principalmente no primeiro trimes­tre da gestação.
  • Outras: tireoidite, neurite, miocardite, ne­frite, surdez (comprometimento do oitavo par craniano).

 

Diagnóstico

  • Clínico-epidemiológico.
  • Sorológico: fixação de complemento (faz diagnóstico de infecção recente) ou testes de neutralização, inibição de hemaglutinação, ELISA, com amostra pareada.
  • Virológico: swab estéril da saliva para isola­mento viral.

 

Tratamento

  • Sintomático e de suporte.
  • Não existe tratamento específico contra ca­xumba.
  • Na presença de manifestações sistêmicas, é recomendado repouso, principalmente para evitar evolução para esterilidade.

 

Profilaxia

  • A vacinação é a única medida eficaz de pro-filaxia. No Brasil, o esquema utilizado é vacinação básica com tríplice viral (sarampo, rubéola e caxumba) aos 12 meses de idade. Em situações de alto risco, deve-se realizar vacinação de bloqueio para indivíduos suscetíveis acima de 6 meses até 39 anos de idade. 
  • A vacina é contra-indicada em gestantes e imunodeprimidos (avaliar o estado imuno­lógico).
  • A imunoglobulina específica não oferece proteção às pessoas expostas ao caso.
  • A vacina não é eficaz para evitar a doença se já houve exposição, mas deve ser indicada para bloqueio aos comunicantes para prote­ger outros suscetíveis.

 

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