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Uropatia Obstrutiva por Refluxo

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Definição
Fluxo retrógrado do fluido urinário da bexiga para o trato superior causando hidronefrose e danos temporários ou definitivos (escaras renais) da unidade filtradora.

Etiologia
As causas do refluxo podem ser congênitas ou adquiridas. As congênitas são mais comuns como incompetência anti-refluxo da junção ureterovesical (refluxo primário), duplicidade ureteral completa (refluxo da unidade ureteral superior que drena o seguimento inferior do rim), ectopia ureteral, divertículo para ureteral (sácula de Hutch) ou por processos obstrutivos (refluxo secundário) como válvula de uretra posterior ou disfunções vesicais. Causas adquiridas podem ser iatrogênicas, devido a manipulações endoscópicas da junção, além de bexigas contraídas não neurogênicas por tuberculose e radioterapia.

 

Clínica
Pacientes portadores de refluxo vesicoureteral são por vezes assintomáticos. Contudo, a associação com infecção do trato urinário (ITU) atinge 60% dos casos. A ITU pode ser não só a causa, como conseqüência do refluxo, e nesse caso, apresenta um fator complicador tanto na severidade quanto nas complicações renais definitivas. Em crianças, a ITU pode manifestar-se com o retardo de ganho ponderal e de­senvolvimento neuropsicomotor. O retardo na maturidade miccional e disfunções miccionais também são indicativos.

 

Diagnóstico
O método uretrocistografia retrógrada e miccional (UCM) é padrão na detecção do refluxo, que pode ser classificado em 5 graus, sempre após avaliação urinária laboratorial adequada, afastando ITU. Em primeira infecção urinária, todas as crianças devem ser submetidas à avaliação radiológica com UCM e US. A cistocintilografia também pode ser realizada.

 

Tratamento
Em refluxos de baixo grau (I e II) o tratamento é conservador com quimioprofilaxia (cefalexina 25 mg/kg/dia, nitrofurantoína 5 mg/kg/ dia, SMX-TMP 20 mg/kg/dia, doses únicas) até aproximadamente 4 anos. Em caso de grau III, existe dependência da existência ou não de escaras, ITU freqüente ou condições físicas desfavoráveis de desenvolvimento para instituir tratamento cirúrgico. Já os refluxos grau IV e V são normalmente cirúrgicos pela baixa taxa de regressão espontânea e alta taxa de complicações, principalmente da via urinária alta.

 

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