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Trabalho de Parto Prolongado

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Definição
Alteração do ritmo normal de descida de apresentação e/ou dilatação cervical em trabalho de parto espontâneo.

Etiologia
Devemos relembrar que no trabalho de parto a contração uterina deve apresentar intensidade entre 25 e 50 mmHg. No repouso, o tônus uterino apresenta entre 8 e 12 mmHg e são consideradas suficientes entre 2 e 5 contrações durante 10 minutos. Logo, alterações no tônus uterino (hipotonia/hipertonia), no número de contrações (bradissistolia/taquissistolia) e na sua intensidade (hipo/hipersistolia) podem levar ao trabalho de parto prolongado. Deve-se destacar, ainda, a verificação da proporcionalidade entre o pólo cefálico e a bacia obstétrica e a possibilidade de múltiplos marca-passos uterinos comprometendo o tríplice gradiente descendente presente nas contrações efetivas originárias de marca-passo único.

 

Clínica
Podemos dividir o trabalho de parto nas fases latente e ativa. Na fase latente ocorre o esvae cimento cervical e pequena dilatação. Na fase ativa a partir de 3 cm de dilatação temos a descida da apresentação e a dilatação mais acentuada. A fase latente prolongada envolve tempo superior a 20 horas em primigestas e 14 horas nas nulíparas. As alterações na fase ativa envolvem dilatação inferior a 1,2 cm/hora nas nulíparas e 1,5 cm/hora nas multíparas.

 

Tratamento
A realização do partograma é fundamental para se caracterizar alterações na velocidade de dilatação ou descida da apresentação. O primeiro cuidado é internar pacientes na fase ativa do trabalho de parto para não confundir a fase latente com um trabalho de parto prolongado. Sempre que possível, realizar amnioscopia para afastar possibilidade de mecônio anteparto ou intraparto. Avaliação prévia da bacia pode evitar um trabalho de parto prolongado ou toco-traumatismos desnecessários. Para a correção da freqüência e intensidade das contrações, pode ser utilizada ocitocina endovenosa preferencialmente em bomba de infusão, amniotomia e analgesia. A analgesia deve ser realizada na fase ativa do trabalho de parto.

Atenção à posição da gestante, durante o trabalho de parto, para evitar comprometimento do retorno venoso. Deve ser realizada monitorização freqüente da vitalidade fetal através da cardiotocografia contínua ou ausculta dos batimentos cardíacos fetais a cada 15 minutos. A bexiga cheia pode levar a menor velocidade de descida de apresentação.

Caso ocorra alteração da vitalidade fetal, desproporção cefalopélvica absoluta ou ineficácia das medidas apresentadas que levem à dilatação ou descida da apresentação, o parto cesárea deve ser realizado prontamente.

 

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