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Supercrescimento Bacteriano

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Definição
Síndrome de má absorção intestinal.

Etiologia
O intestino delgado normalmente contém um pequeno número de bactérias. A hiperproliferação bacteriana no intestino delgado causa má absorção por diversas vias: desconjugação dos ácidos biliares por anaeróbios; queda do pH intraluminal com inativação de lipase; lesões dos enterócitos por toxinas secretadas pela flora excessiva; competição das bactérias pelos alimentos ingeridos, especialmente B12 e carboidratos. As causas mais comuns são: acloridria gástrica, cirurgia de reconstrução a Bilroth II, diverti-culose do delgado, estenose do delgado, fístula jejunocólica ou gastrocólica, enteropatia diabética, esclerodermia, pseudo-obstrução do delgado, síndrome do intestino curto, gastrectomia, doença de Crohn. No Brasil, supercrescimento bacteriano é associado a enteropatia tropical, ou enteropatia ambiental, definida como uma síndrome de intensidade leve a grave, afetando crianças provenientes de famílias com baixo nível socioeconômico, vivendo em casas com elevada taxa de contaminação ambiental, ausência de saneamento básico, ingestão alimentar deficiente, desmame precoce e que apresentam surtos diarréicos de repetição ou diarréia crônica. Geralmente a enteropatia ambiental é espon­taneamente reversível com a mudança para um ambiente com boas condições de salubridade.

 

Clínica
Muitos pacientes são assintomáticos, mas com grave supercrescimento bacteriano apresentam sinais e sintomas de má absorção incluindo distensão abdominal, perda de peso e esteatorréia. Diarréia aquosa é comum. Anemia megaloblástica e/ou sinais neurológicos devidos à carência de vitamina B12.

 

Diagnóstico
Teste quantitativo/qualitativo de gordura fecal, hemograma, EDA (observa inflamação, divertículos no delgado, exclui outras causas). O diagnóstico é firmado com aspirado e cultura de secreção jejunal (> 105 organismos/ml) ou pelo teste de exalação de xilose marcada (C14 xilose).

 

Tratamento
Quando possível corrigir o defeito anatômico que predispõem a hiperproliferação bacteriana e antibioticoterapia (cefalexina + metronidazol ou amoxacilina + ácido clavulânico ou cefalexina + sulfametoxazol/trimetroprim) por 7 dias.

 

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