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Síndrome Nefrítica Aguda

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Definição
Síndrome nefrítica aguda ou glomerulonefrite aguda refere-se ao início abrupto de hematúria, proteinúria e algum grau de insuficiência renal, que determinam retenção de sal e água e levam a edema e hipertensão.

Etiologia
As causas mais comuns de síndrome nefrítica aguda são imunológicas, nas quais há depósito de anticorpos anti-membrana basal do glomérulo, de maneira linear, esta mais rara; ou granular, forma mais comum, como em nefrites idiopáticas, síndromes de Goodpasture e nefropatias membranosas. As lesões do complexo antígeno-anticorpo (Ag-Ac) granulares podem atingir o mesângio como acontece nas formas de nefropatia IgA, púrpura de Henoch-Schönlein e nefrite lúpica, além das subepiteliais, pós-estreptocócicas e subendoteliais, tipo membrano-proliferativa. Causas como vasculites e idiopáticas também podem ocorrer.

 

Clínica
Quase todas as formas de síndrome nefrítica aguda apresentam edema de membros inferiores e face, bem como oligúria. O exame de urina mostra hematúria, com cilindros hemáticos e proteinúria geralmente menor que 3,5 g/dia. Hipertensão arterial também faz parte do quadro.

 

Diagnóstico
História clínica acurada na pesquisa de infecções de vias aéreas superiores especialmente faringites estreptocócicas prévias, além de doenças imunológicas em geral e tumores. A avaliação física observando edema e HAS é primordial. Exames laboratoriais como urina

I e urocultura também são importantes, além da dosagem sorológica da antiestreptolisina O (ASLO) e da fração C3 do complemento. A biópsia renal fecha o diagnóstico mostrando qual é o subtipo da síndrome nefrítica aguda para melhor planejamento terapêutico.

 

Tratamento
Basicamente, o tratamento é feito com restrição da ingestão de sal e água e controle da hipertensão com antihipertensivos e diuréticos quando necessários. O uso de corticóides é reservado a formas mais graves, predominantemente com prednisona 1 mg/kg/dia. A necessidade de diálise é pouco freqüente.

 

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