Rotura Prematura de Membranas |
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Definição
Etiologia
Clínica Pré-termo: após a rotura em 90% dos casos a gestante entra em trabalho de parto em 7 dias. Termo: 90% evolui para trabalho de parto em 24 horas. Nos casos pré-termo, corioamnionite histológica em 70% dos casos e clínica em 30-40%. A perda do líquido amniótico pode levar a hipoplasia pulmonar (principalmente antes da 24ª semana de gestação), alterações faciais e de extremidades, restrição de crescimento intra-uterino, compressão do cordão e infecção fetal. A infecção fetal pode ocorrer antes da manifestação de infecção materna (corioamnionite). Por sua vez a prematuridade é responsável por complicações respiratórias, aumento do risco de sepse, hemorragia intracraniana e enterocolite necrosante.
Diagnóstico Infecção associada: febre ou dois ou mais dos seguintes critérios: leucocitose (acima de 15 mil), taquicardia materna, taquicardia fetal, saída de secreção purulenta pelo colo uterino, contrações uterinas irregulares.
Tratamento Pré-termo: avaliação freqüente da vitalidade fetal e monitorização de infecção intra-amniótica (hemograma – leucocitose > 15 mil, proteína C reativa – aumento de 20% entre dosagens); cultura da secreção vaginal; interrupção com 36 semanas na ausência de infecção e indução do parto em caso de infecção em qualquer idade gestacional. Termo: indução do parto para diminuir morbidade neonatal. Parto vaginal é preferido pelo menor risco de infecção materna. No caso de infecção amniótica: ampicilina 2 g EV 6/6 horas + gentamicina 1,5 mg/kg EV 8/8 horas e após o parto metronidazol 500 mg EV 8/8 horas (manter até 48 horas afebril). No caso de estreptococo do grupo B positivo:
A corticoterapia só pode ocorrer na ausência de infecção e em roturas acima de 24 semanas. Seu emprego pode diminuir as complicações respiratórias e risco de hemorragia intracraniana, porém aumenta a suscetibilidade às infecções ou sua disseminação. Seu uso é controverso. A inibição do trabalho de parto prematuro é contra-indicada.
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