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Prostatite

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Definição
Processo inflamatório agudo ou crônico da próstata.

Etiologia
As prostatites podem ter etiologia infecciosa (bacteriana) ou inflamatória, ser crônicas ou agudas, únicas ou recorrentes e por vezes podem ser assintomáticas. As prostatites são classificadas: tipo I agudas bacterianas, tipo II crônicas bacterianas, tipo III crônica abacterianas ou síndrome da dor pélvica crônica e tipo IV assintomáticas. Nas prostatites do tipo III (inflamatórias), além da ausência de infecção demonstrável, os pacientes apresentam desconforto pélvico por mais de 3 meses. No tipo IV apenas alterações laboratoriais são detectadas. O processo inflamatório crônico ocorre por refluxo de urina para os canalículos prostáticos e ducto ejaculador e estroma da glândula com aumento de mediadores inflamatórios e leucócitos.

 

 

Clínica
Prostatites agudas podem manifestar-se por queda do estado geral, febres altas (“síndrome gripal”) e alterações miccionais. Contudo, mais comuns são dores pélvicas crônicas inespecíficas, com irradiação perineal mal definida, com constante desconforto descrito pelo paciente.

 

Diagnóstico
História de dor pélvica prolongada inexplicável, suprapúbica e perineal são presuntivos. Exame físico e toque retal são necessários desde que não esteja em urgência de prostatite aguda bacteriana caracterizada por dor perineal, febre alta, mal estado geral e dificuldade para urinar (LUTS obstrutivo). A realização de urina I e urocultura é obrigatória. É recomendada realização de teste de Mears-Stamey com urina pré, avaliação da secreção uretral pós-massagem prostática e urina pós-massagem. O aumento de leucócitos na secreção uretral acima de 10 por campo ou aumento de 20 por campo na comparação entre as amostras de urina fazem o diagnóstico tipo IV. A dosagem de PSA tem pouco valor e espermograma com espermocultura também.

 

Tratamento
As prostatites não-bacterianas raramente apresentam complicação e frequentemente vão à resolução espontânea. Contudo, deve-se instituir tratamento antibiótico por 4 a 6 semanas com fluoroquinolonas (ciprofloxacina 500 mg ou levofloxacina 500 mg ambos VO 12/12 horas) ou sulfametoxazol-trimetropim 800 mg/160 mg VO 4 x/dia, uma vez que foram observados benefícios em 40% dos casos.

Antiinflamatórios não-hormonais, como meloxican 7,5 mg VO 12/12 horas, aceclofenaco 100 mg VO 1 x/dia, coxibes 400 mg 1 x/dia podem dar algum resultado. Em casos obstru­tivos infravesicais alfabloqueadores (doxazosina 4 mg VO, tansulosina 0,4 mg VO, ambos 1 x/dia) são necessários.

 

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