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Prolapso Genital

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Definição
Protrusão dos órgãos pélvicos (bexiga, útero, reto, intestino delgado) e segmentos vaginais para ou pela vagina.

Etiologia
Os prolapsos são denominados cistocele, prolapso uterino, retocele e enterocele. Pode ocorrer também o prolapso da cúpula vaginal nas pacientes sem útero. Os prolapsos ocorrem por um enfraquecimento dos músculos (diafragma pélvico), seu tecido conjuntivo (ligamentos cardinais e útero-sacros) e lesão de fibras nervosas. Com o aumento da expectativa de vida, há uma elevação no número de pacientes com prolapso genital. Na maior parte dos casos atinge mulheres a partir de 50 anos. Nesta população, até 66% tem algum grau de procidência de paredes vaginais ou prolapso uterino. O parto vaginal é o principal fator de risco, sendo que apenas um parto já dobra o risco de prolapso frente a paciente nulípara.

Fatores de risco associados: obesidade, histerectomia prévia, cirurgia prévia para prolapso e tosse crônica. As distopias não apresentam ris­co de vida, porém podem provocar restrições físicas e sociais.

 

Clínica
Apesar de elevada prevalência (até 50%), apenas 20% das pacientes procuram o médico com essa queixa. Isso ocorre pela dificuldade de expor o problema ou pela discreta manifes-tação clínica. Sintomas: dor pélvica e nos flancos, dispareunia, alterações urinários (incontinência, urgência, freqüência, retenção, distúrbios de fluxo) e na evacuação (tenesmo, puxo, diarréia, obstipação). O exame físico deve permitir a adequada visualização de todas as paredes vaginais, a manobra de Valsalva realizada pela paciente pode permitir uma melhor avaliação da extensão do prolapso. Deve ser avaliada também o grau de função da musculatura pélvica. As distopias devem ser classificadas pelo sistema da sociedade internacional de incontinência (POP-Q).

 

Diagnóstico
O diagnóstico baseia-se fundamentalmente na anamnese e exame físico. Em casos selecionados, pode ser realizada ultra-sonografia, cistoscopia, defecografia (intussucepção, prolapso de mucosa retal), ressonância magnética (anomalias milerianas). Em pacientes com queixa de incontinência urinária associada a prolapso, deve ser realizado teste urodinâmico com correção momentânea do prolapso para avaliação de distúrbios associados ao prolapso, como hiperatividade do detrusor ou deficiên­cia esfincteriana.

 

Tratamento
O tratamento irá depender da moléstia detectada, da sua extensão, do grau de atividade da paciente e de suas comorbidades. Pode envolver em casos de prolapsos leves a moderados, sem necessidade de cirurgia, apenas mudança de hábitos (perda de peso, diminuição de atividades com aumento da pressão intra-abdominal) e fisioterapia pélvica (dificuldade para evacuar associada à retocele, por exemplo).

Para prolapsos em que o tratamento conservador não é eficaz e que apresenta contra-indicação cirúrgica, podem ser utilizados dispositivos mecânicos, como os pessários.

Para casos com indicação cirúrgica, esta pode envolver a correção do defeito encontrado com tecidos do próprio paciente, uso combinado de telas e faixas ou fechamento total ou parcial da vagina.

 

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