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Pancreatite Crônica

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Definição
Doença caracterizada por discreta reação inflamatória e degeneração fibrótica, progressiva e irreversível do parênquima pancreático.

Etiologia
Pancreatite crônica alcoólica, pancreatite tropical (forma de pancreatite crônica calcificante não alcoólica), pancreatite crônica hereditária, pancreatite crônica idiopática e outras causas (pancreatite crônica obstrutiva, pâncreas divisum, hiperpatireoidismo, deficiência de α1 antitripsina).

 

Clínica
Dor abdominal persistente ou recorrente, de intensidade variável, localizada no epigástrio e no hipocôndrio esquerdo que irradia para o dorso; anorexia (medo de se alimentar por dor); perda de peso; desnutrição; náuseas; vômitos; flatulência; esteatorréia (insuficiência pancreática exócrina) e diabetes mellitus (insuficiência pancreática endócrina).

* Tríade clássica: esteatorréia + diabetes mellitus + calcificações.

Complicações: pseudocisto, ascite pancreática, obstrução do colédoco (com ou sem icterícia), trombose de veia esplênica, fístulas pancreáti­cas externas e degeneração neoplásica.

 

Diagnóstico
Amilase e lípase somente elevam-se nas fases iniciais da pancreatite crônica, durante as cri-ses de agudização. Exames de imagem: radiografia abdominal → presença de calcificações em topografia pancreática; TC abdominal → atrofia, aumento pancreático, calcificações, dilatação ductal, cálculos pancreáticos; colangiopancreatografia endoscópica retrógrada (CPRE); RM; USG endoscópica.

Teste da secretina (teste de função pancreática) e teste da bentiromida.

 

Tratamento

  • Dor da pancreatite crônica: abstinência etílica, fracionamento das refeições, redução da ingestão de gorduras e carboidratos, suplementos enzimáticos orais, analgesia escalonada e seqüencial conforme a resposta clínica (paracetamol, AINEs, antidepressivos, opiáceos).
  • Em casos selecionados: descompressão ductal endoscópica (retirada de cálculos, endopróteses, dilatação), descompressão ductal cirúrgica (pancreatojejunostomia lateral – Puestow), pancreatectomia subtotal, pan-creatoduodenectomia (Whipple) e bloqueio do plexo nervoso celíaco.
  • Esteatorréia: reposição de enzimas pancreáti­cas, principalmente a lípase. A dose básica é de 28.000 a 30.000 U de lípase a cada refeição. Pode ser utilizado BH2 (ranitidina 150 mg 12/12 horas) ou IBP (omeprazol 20-60 mg por dia) → ocorre a inibição da ativação da lípase por aumentar o pH do trato gas­trintestinal.
  • Diabetes mellitus: insulinoterapia.

 

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