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Osteoporose

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Definição
Doença caracterizada por baixa massa óssea e deteriorização da microarquitetura do tecido ósseo, causando fragilidade óssea e aumento no risco de fraturas.

Etiologia 
Desequilíbrio entre a reabsorção e a formação óssea, resultando na diminuição da massa óssea e no aumento do risco de fraturas, especial-mente em mulheres na pós-menopausa. Após atingir o pico de massa óssea, a perda varia de 0,3 a 0,5% a cada ano. Mulheres na pós-menopausa apresentam uma diminuição acelera­da da massa óssea após a última menstruação, a qual pode ser até dez vezes maior do que a observada no período de pré-menopausa.

Fatores de risco para osteoporose

Potencialmente modificáveis Não modificáveis
Tabagismo História de fratura após 40 anos
Baixo peso corporal Idade avançada
Hipoestrogenismos devido a:Menopausa precoce (< 5 anos)Oofeorectomia bilateralAmenorréia prolongada na pré-menopausa História de fraturas de colo do fémur, pinho ou vértebra (1º grau)
Baixa ingestão de cálcio Brancas ou asiáticas
Uso de corticosteróides (prednisona > 7,5 mg/dia > 3 meses) ou hipercortisolismo endôgeno Sexo feminino
Alcoolismo Demência com riscos de queda
Cafeína em excesso Má saúde geral
Distúrbios da visão  
Queda recorrente  
Atividade física inadequada  
Saúde comprometida  

 

Clínica
Fraturas da coluna vertebral: as mais frequentes, entre 50 e 60 anos de idade, com deformidade vertebral progressiva (cifoescoliose), dor crônica e complicações (neuropatia, artrite). Fraturas de colo femural: aumentam em incidência após os 60 anos, e sua gravidade é muito maior em comparação à fratura de coluna vertebral. Fraturas de antebraço: a incidência começa a aumentar logo após a menopausa e estabiliza após os 65 anos.

Fraturas do quadril: incidência aumenta lenta­mente com a idade e exponencialmente após os 80 anos.

 

Diagnóstico
Radiografia convencional para o diagnóstico das fraturas e mensuração da densidade mine­ral óssea por absorciometria de dupla emissão com raios X. De acordo com a classificação da OMS, uma mulher pode ser diagnosticada como portadora de osteoporose se apresentar densidade mineral óssea, em relação ao adul­to jovem, < 2,5 desvios padrões (DP), inde­pendentemente da ocorrência de uma fratura. Densidade mineral óssea entre -1 e -2,5 DP é classificada como osteopenia, sendo as mulhe­res nessa condição consideradas de alto risco para fraturas.

Indicações para o uso da densitometria óssea

Presença de um dos fatores de risco:

  • antecedente pessoal de fratura após os 40 anos: punho, ombros, vértebras, quadril;
  • parente de primeiro grau com osteoporose;
  • mulheres com índice de massa corporal < 20 kg/m2 ou peso < 57,8 kg;
  • menopausa antes dos 45 anos ou hipogonadismo crônico;
  • uso de glicocorticóides (≥ 7,5 mg prednisona/dia ou equivalente por mais de três meses, ou presença de síndrome de Cushing);
  • hiperparatireodismo primário;
  • uso prolongado de anticonvulsivantes (> 10 anos);
  • síndrome de má absorção crônica ou desnu­trição;
  • quimioterapia;
  • diminuição documentada de altura;
  • presença de cifose após a menopausa.

Presença de dois ou mais fatores de risco:
tabagismo, hipertireoidismo, baixa ingestão de cálcio, alcoolismo.

É necessário um intervalo de 1 a 2 anos para detectar perdas ósseas de 2-3%. Um intervalo maior (5 anos) é necessário para repetição da densitometria óssea quando resultado do pri­meiro exame for normal.

 

Tratamento
Reposição hormonal

Melhores resultados se o tratamento for nos primeiros anos após a última menstruação, mas o início tardio (após 60 anos) pode tam­bém trazer benefícios sobre a remodelagem óssea e diminuir o risco de fraturas.

A TRH é o melhor tratamento dos sintomas da menopausa, e não tem prazo de interrup­ção. Usar referencialmente as apresentações por via transdérmica ou nasal.

Observação: aumento do risco de câncer da mama, necessitando controle freqüente e res­peito das contra-indicações.

Estrogênios equinos conjugados 0,625 mg VO/dia.
17 β-estradiol: 1-2 mg VO/dia.
Valerato de estradiol: 1-2 mg VO/dia.
17 estradiol: 50 microgramas transdérmico/dia.
17 β-estradiol: 1,5 mg percutaneo ou nasal/dia.
17 β-estradiol: 25-50 mg subcutâneo/semestral.
Tibolona: 1,25-2,5 mg VO/dia.

Em pacientes com útero é necessária a adição de progestogênios para proteção endometrial.

Bifosfonatos

Aumentam a massa óssea no fêmur e coluna e diminuem o risco de fraturas vertebrais tanto em pacientes com fraturas, como em pacientes sem fraturas prévias

Alendronato: 10 mg/dia ou 70 mg/semana.

Observação: administrar com água, 30 minutos antes do café da manhã, e a paciente não deve deitar-se ou recostar-se nos 30 minutos subseqüentes à ingestão de medicamentos.

Risendronato: 5 mg/dia.

Observação: administrar em jejum, com água, ou duas horas antes ou após uma refeição, e a paciente deve permanecer 30 minutos sem deitar.

Moduladores seletivos de receptores de estrogênios Raloxifeno: 60 mg/dia. O raloxifeno aumenta a densidade mineral óssea no fêmur e coluna vertebral. Efeitos adversos: cãibras de membros inferiores, sintomas vasomotores e tromboembolismo venoso.

Calcitonina Calcitonina: 200 UI por via nasal/dia. Hormônio produzido na glândula tireóide, diminui a atividade dos osteoclastos e inibe a reabsorção óssea. Reduz o risco de novas fraturas vertebrais e tem efeito analgésico. Efeito adverso: rinorréia.

Cálcio e vitamina D Dieta rica em cálcio ou suplementação: 1.000 a 1.500 mg por dia. Vitamina D: 400-800 UI VO/dia, especial-mente em mulheres acima de 65 anos.

Exercícios

Caminhadas de 30 a 45 minutos, três a quatro vezes por semana, preferencialmente à luz do dia. Evitar exercício de impacto (risco de fratura).

Paratohormônio

O PTH estimula a formação e a reabsorção óssea. Indicado em osteoporose com risco alto de fraturas vertebrais.

Teriparatida: 20 mcg/dia.

 

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