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Osteoartrose

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Definição
O tratamento deve ser multidisciplinar com o intuito de buscar melhora funcional e clínica. Devemos utilizar tanto tratamento farmacoló­gico como não farmacológico. Dentre os me­dicamentos, utilizamos antiinflamatórios não-hormonais e analgésicos como sintomáticos: paracetamol, até 4 g/dia; dipirona; AINEs.

Agentes tópicos (capsaicaine) também podem ser utilizados. As drogas modificadoras de doença ou de ação duradoura têm se mostrado efetivas no tratamento da osteoartrose. Dentre elas, temos o sulfato de glicosamina, diacereína, extratos não saponificáveis da soja e abacate. Estudos recentes têm mostrado também a ação do sulfato de condroitina como droga de ação lenta.

Nos casos em que o derrame articular é eviden­te, infiltrações articulares com triancinolona hexacetonida podem controlar a dor.

O tratamento não farmacológico consiste em exercícios terapêuticos para fortalecer qua­dríceps, exercícios aeróbicos e alongamentos, sempre orientados por um profissional espe­cializado. Meios físicos, como termoterapia e TENS, não demonstram benefício evidente.

Osteoartrose (ou osteoartrite ou doença articular degenerativa) é uma doença crônica degenerativa e não inflamatória das articulações.

 

Etiologia
O fator determinante da osteoartrose é o desequilíbrio degradação-regeneração. O condrócito libera uma grande quantidade de enzimas degradativas que atuam sobre o colágeno e os proteoglicanos, promovendo uma degradação articular, e não ocorre, na mesma intensidade, a síntese de novas moléculas para reparar este processo. Ocorrem na cartilagem hialina ondulações e perda da continuidade da superfície cartilaginosa, fibrilações e erosões. A redução da espessura da cartilagem atinge o osso subcondral, o qual sofre intenso remodelamento e aparecem exostoses marginais denominadas osteófitos.

Considera-se de dois tipos:

  1. Primária ou idiopática: localizada quando acomete até dois grupos articulares ou generalizada quando envolve três ou mais grupos articulares.
  2. Secundária: relacionada a processos traumáticos e/ou inflamatórios, congênita, à deposição de cristais, ou associada à neuropatia ou sobrepeso. As articulações mais envolvidas no processo de osteoartrose são mãos, joelhos, quadril e coluna. O quadro clínico varia de acordo com as diferentes articulações comprometidas. Nas mãos, a articulação mais acometida é a interfalângica distal e a primeira metacarpofalângica (rizartrose). Podem aparecer os nódulos de Heberden (interfalângica distal) e Bouchard (interfalângica proximal), denominando a osteoartrose nodal de mãos. Os nódulos apa­recem gradualmente com pouca ou nenhuma dor, embora possam apresentar sinais inflamatórios importantes.

Nos joelhos, acomete preferencialmente a borda medial (75%) levando à dor protocinética, dificuldade em subir escadas, limitação à flexão completa. Podem ocorrer edema e derrame articular.

Nos quadris, é mais freqüente no sexo masculino, e nas formas graves a indicação é cirúrgica. Pode ser uni ou bilateral, sendo o envolvimento bilateral mais freqüente.

Coluna vertebral: articulações interapofisárias, intervertebrais. Acomete tanto a cervical C5 a C7 quanto a lombar L3 a L5. A dor da artrose da coluna relaciona-se ao espasmo muscular paravertebral. Após os 40 anos, muitos apresentam alterações radiológicas da coluna, porém ocorre uma dissociação clinico radiológica e não devemos superestimar o diagnóstico de artrose.

A partir de 30-35 anos, aproximadamente 50% dos adultas apresentam alterações articulares compatíveis com osteoartrose, e após a quinta década, praticamente toda a população, porém muitos são assintomáticos apesar das alterações radiológicas evidentes.

 

Clínica
Dor articular é o principal sintoma, com duração e intensidade variáveis. É de caráter impreciso e indefinido, ocorre no início do movimento, denominada dor protocinética. A dor em repouso e a dor noturna podem aparecer em estágios mais avançados da doença.

A rigidez é, em geral, de curta duração e de aparecimento matutino. Parestesias podem aparecer e traduzem-se por desconforto articular, associado a formigamento ou sensação de peso.

Os sinais de exame físico incluem: crepitação e dor articular. Edema e aumento articular re­lacionados com proliferação de osteofitos e/ou sinovite secundária podem aparecer e refletem um processo inflamatório mais evidente.

Evolução: perda da mobilidade articular, anquilose.

 

Tratamento
O tratamento deve ser multidisciplinar com o intuito de buscar melhora funcional e clínica. Devemos utilizar tanto tratamento farmacológico como não farmacológico. Dentre os me­dicamentos, utilizamos antiinflamatórios não-hormonais e analgésicos como sintomáticos: paracetamol, até 4 g/dia; dipirona; AINEs.

Agentes tópicos (capsaicaine) também podem ser utilizados. As drogas modificadoras de doença ou de ação duradoura têm se mostrado efetivas no tratamento da osteoartrose. Dentre elas, temos o sulfato de glicosamina, diacereína, extratos não saponificáveis da soja e aba­cate. Estudos recentes têm mostrado também a ação do sulfato de condroitina como droga de ação lenta.

Nos casos em que o derrame articular é evidente, infiltrações articulares com triancinolona hexacetonida podem controlar a dor.

O tratamento não farmacológico consiste em exercícios terapêuticos para fortalecer qua­dríceps, exercícios aeróbicos e alongamentos, sempre orientados por um profissional especializado. Meios físicos, como termoterapia e TENS, não demonstram benefício evidente.

 

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