Hipertensão Arterial Sistêmica |
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Definição Etiologia
Clínica Estadiamento da HAS, segundo a Sociedade Brasileira de Hipertensão Arterial
Fonte: V Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial – 2006. A VII edição do Joint National Committee of High Blood Pressure, em 2003, apresentou uma classificação um pouco diferente na qual cria a figura (controversa) da pré-hipertensão. Ambas as classificações apresentam deficiências, pois não consideram fatores de risco e lesões de órgãos-alvo.Lesões de órgão-alvo:
Diagnóstico Nem todos os pacientes devem ser investigados para hipertensão arterial secundária, pois representa apenas 5 % dos casos.Respeitar as regras de medida da pressão arterial: usar manguito de tamanho adequado, paciente sentado com o braço apoiado na mesa, relaxado por 5 a 10 minutos; verificar a ingestão de café, álcool, tabaco, alimentos e a realização de exercícios físicos antes da aferição da pressão arterial; verificar a medida várias vezes e informar o paciente os resultados.Quais seriam os pacientes que poderiam se beneficiar de uma investigação adicional?
Tratamento Terapia farmacológica A escolha do medicamento deve levar em consideração o paciente, suas necessidades e possibilidades. O antihipertensivo deve ser administrado preferencialmente pela manhã. Na escolha do medicamento deve-se levar em consideração o custo e o número de tomadas diárias. A redução da PA, na maioria dos pacientes, objetiva valores abaixo de 140 x 90 mmHg. No entanto, alguns grupos requerem um controle mais rigoroso.
Os medicamentos de primeira linha no trata-mento da HAS são:
Pode-se começar com um diurético tiazídico (monoterapia) nos casos de hipertensão leve. A reavaliação do tratamento é feita após 4 semanas de tratamento. Se a PA diminuiu, mas não atingiu os índices desejados, o mais correto seria aumentar a dosagem (se possível) ou associar uma segunda droga. Se após nova reavaliação, ainda não se atingir os objetivos, associa-se uma terceira droga. No caso de a droga escolhida inicialmente não ter nenhuma resposta, o correto seria trocar por outra droga. Quando a hipertensão for grave ou moderada, a terapia inicial deve ser com duas drogas. Lembrar-se que quando houver necessidade de associar drogas escolhê-las de classes diferentes, e de preferência que uma delas seja um diurético tiazídico.Situações especiais
Síndrome metabólica: associa HAS, diabetes ou resistência à insulina, dislipidemia e obesidade abdominal [ver Síndrome metabólica]. A síndrome afeta 30 a 40% dos adultos de mais de 40 anos e a HAS é um dos componentes precoces dessa síndrome. No tratamento inicial da HAS da síndrome metabólica, usar preferencialmente IECAs ou BRAs, isoladamente ou em associação com inibidor do canal de cálcio. Observação: apesar da eficácia dos tratamentos, a HAS é ainda uma doença mal controlada, exigindo na maioria das vezes a associação de várias classes de medicamentos. Estima-se que só 15 a 20% dos pacientes tratados têm a PA adequadamente controlada. Diuréticos tiazídicos Efeitos adversos: hipocalemia, hiponatremia, hipocalciúria, hiperglicemia, hiperlipidemia, hiperuricemia, impotência. Diuréticos de alça Efeitos adversos: iguais aos dos tiazídicos, exceto hipocalciúria. Diurético poupador de potássio b-bloqueadores Contra-indicações e efeitos adversos: broncoespasmo/asma, claudicação, bradiarritmias, insuficiência cardíaca descompensada, glaucoma de ângulo fechado, consumo de cocaína. Inibidores da enzima conversora da angiotensina (IECAs) Efeitos adversos: hipotensão, tosse, anafilaxia/angioedema/rash cutâneo, broncoespasmo, insuficiência renal aguda, síndrome nefrótica. Antagonistas do canal de cálcio Efeitos adversos: hipotensão, cefaléia, rubor facial, edema maleolar. Não-diidropiridínicos Efeitos adversos: hipotensão, cefaléia, rubor facial, edema maleolar. Antagonistas da angiotensina II (BRAs) Efeitos adversos: hipotensão, anafilaxia/angioedema/rash cutâneo, insuficiência renal aguda, síndrome nefrótica. Inibidor adrenérgico periférico a2-agonista central Efeitos adversos: ação no SNC, hipotensão, hepatite, anemia hemolítica, efeito rebote da PA. Vasodilatadores arteriais diretos (VD) Os VD devem ser usados nos casos de hipertensão grave refratária, em associação com b-bloqueadores e diuréticos. Efeitos adversos: cefaléia, hipotensão, taquicardia. Associações de medicamentos anti-hipertensivos disponíveis no Brasil b-bloqueador + diurético Inibidor adrenérgico de ação central + diurético IECA + diurético BRA + diurético Antagonista dos canais de cálcio + β-bloqueador Antagonista dos canais de cálcio + IECA Urgência hipertensiva (PA diastólica > 120 mmHg)- Medicamentos VO
V Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial.
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