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Definição
Etiologia Vírus de hepatite C (VHC) é um RNA-vírus. A transmissão ocorre por via parenteral, compartilhamento de materiais utilizados para drogas endovenosas ou inalatórias, exposição percutânea (agulhas, lâminas, piercing), sexual (principalmente práticas de risco e pessoas com múltiplos parceiros) e perinatal. A transmissão intra-uterina é rara e o aleitamento aparentemente não é risco para infecção, exceto na presença de fissuras ou sangramento nos mamilos. Vírus de hepatite delta (VHD) é um RNA-vírus defectivo (incompleto). Pela incapacidade de reproduzir antígenos de superfície é incapaz de causar infecção na ausência de VHB. O modo de transmissão ocorre semelhante ao VHB. A hepatite B é uma doença de grande impor tância mundial, principalmente a forma crôni ca da doença. Em países de alta endemicidade como África, China e Sudeste Asiático, a transmissão geralmente ocorre nos primeiros anos de vida ou intra-uterina/perinatal, enquanto em países de baixa endemicidade, a infecção geralmente ocorre na adolescência ou idade adulta, principalmente por via sexual. Em países endêmicos, a hepatite crônica por VHB é a principal causa de hepatocarcinoma. A infecção por VHC também possui distribui ção universal e atualmente tornou-se a prin cipal causa de transplante hepático devido à cirrose hepática. A infecção por VHD é cosmopolita, porém, tem distribuição concentrada em algumas regiões. A infecção é considerada de alta endemicidade na bacia amazônica, Mediterrâneo e África Central. Em áreas endêmicas para VHB, o estado de infecção crônica por VHB é a principal forma de propagação da infecção por VHD.
Clínica Diferentemente da hepatite B, a infecção por VHC raramente evolui para cura espontânea. Aproximadamente 85% dos indivíduos evo luem para estado de portador crônico. A evo lução para cirrose ou hepatocarcinoma é lenta e progressiva, geralmente após 10 a 20 anos da infecção. A hepatite crônica por VHD é mais comum na superinfecção com VHB do que na co-infecção. A hepatite crônica é definida como reação in flamatória crônica do fígado que persiste por pelo menos 6 meses. A hepatopatia crônica por VHB, VHC e VHD pode levar a cirrose hepá tica ou hepatocarcinoma. A evolução de hepatite crônica é insidiosa e si lenciosa. O paciente geralmente não apresenta nenhuma manifestação clínica até fases tardias da doença e o diagnóstico é ocasional, durante um exame de check-up ou na doação de sangue. Alguns pacientes podem apresentar discreta sensação de fadiga e dor no hipocôndrio direito. Quando paciente evolui para cirrose hepática, pode apresentar manifestações de insuficiência hepática como eritema palmar, “spiders”, flapping, manifestações hemorrágicas, alteração do ciclo sono-vigília, ascite, peritonite bacteriana espontânea, sonolência e coma. Manifestações extra-hepáticas podem ocorrer tanto na hepatite B crônica como na hepatite C crônica. As alterações já descritas associadas a hepatite B crônica são: poliarterite nodosa, eritema nodoso, glomerulonefrite membranosa ou membranoproliferativa, vasculite leucocito-clástica, fenômeno de Raynaud, polineuropa-tia, pericardite e pancreatite. As manifestações extra-hepáticas associadas à hepatite C crônica são: vasculites secundárias a crioglobulinemia, gamopatia monoclonal, glomerulonefrite, porfiria cutânea e síndrome de Sjögren.
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