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Gestação Ectópica

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Definição
Implantação e desenvolvimento embrionário fora da cavidade corporal uterina.

Etiologia
Fatores que interferem na integridade tubária, como cirurgias, infecções (pós-MIPA ou abortamentos infectados) e gestação ectópica prévia; na motilidade tubária (DIU, uso de minipílula); ou a utilização de técnicas de reprodução assistida favorecem a ocorrência desta moléstia.

 

Clínica
A paciente pode apresentar atraso menstrual, dor abdominal, sangramento vaginal, massa anexial dolorosa e dor à mobilização do colo uterino. Com a utilização da dosagem sérica do beta-HCG e o aumento do acesso à ultra-sonografia, tem crescido o diagnóstico precoce da gestação ectópica, muitas vezes em fase assintomática e com possibilidades terapêu­ticas não cirúrgicas. Em caso de rotura, pode ocorrer grande sangramento intracavitário, podendo levar a choque e óbito se não tratada a tempo.

 

Diagnóstico
O padrão-ouro envolve o uso combinado de ultra-sonografia e Beta-HCG sérico quantita­tivo. Em níveis superiores a 2.000 mUi/ml-TPI deve ser localizado o saco gestacional pela via transvaginal. A imagem ultra-sonográfica sugestiva é ausência de gestação intra-uterina + imagem extra-uterina suspeita. A imagem extra-uterina pode corresponder a saco gesta­cional com embrião com ou sem atividade car­díaca, saco gestacional com vesícula vitelínica, anel tubáreo, massa sólida ou massa complexa muitas vezes com líquido livre intracavitário. Temos um diagnóstico de suspeita nos casos de títulos de beta-HCG inferiores a 2.000, porém com elevação inferior a 66% em dosagens com intervalo de 48 horas (diagnóstico diferencial com gestação tópica não evolutiva) ou dosagem de progesterona inferior a 25 ng/ml.

No caso de rotura, encontra-se líquido livre intracavitário muitas vezes em grande quan­tidade ou sangue incoagulável na punção de fundo de saco vaginal posterior (culdocentese) associado a quadro clínico de abdome agudo e, de acordo com a evolução da doença, choque hipovolêmico.

 

Tratamento
O tratamento pode ser clínico (medicamentoso ou expectante) ou cirúrgico (laparotomia, laparoscopia). O tratamento preferencial para a maior parte dos casos é o cirúrgico por via laparoscópica.A via laparotômica deve ser utilizada em casos de prenhez superior a 5 cm, obesidade e instabilidade hemodinâmica.Em caso de gestação ectópica rota, deve ser feita a salpingectomia. Em caso de pequena rotura, ou prenhez íntegra aliada ao desejo reprodutivo, pode ser realizada a salpingostomia ou ressecção parcial. Neste caso, a gestação pode permanecer em 3-5% dos casos.

O tratamento medicamentoso ou expectante só pode ser feito com saco gestacional inferior a 4 cm, desejo de procriação, beta-HCG inferior a 15.000 e estabilidade hemodinâmica. Deve ser feito em centro de referência para ca­sos selecionados.

 

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