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Espondiloartropatias Indiferenciadas
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Etiologia
Grupo de doenças que apresentam características clínicas e/ou radiológicas sugestivas de uma espondiloartropatia, mas que não preenchem os critérios diagnósticos de nenhuma das doenças definidas dentro do grupo. Muitas vezes representa um diagnóstico provisório, englobando um conjunto bastante heterogêneo de pacientes, que pode variar de um estágio precoce a uma forma abortiva ou frustrada de uma espondiloartropatia definida [ver Espondilite anquilosante].  

Clínica
O principal sintoma é a dor lombar ou sacroilíaca indiferenciada, podendo demorar até 14 anos para se transformar em sacroiliíte radiológica. Outros sintomas são artrite assimétrica de membros inferiores, entesite, fasciite plantar, sacroiliíte assimétrica, lombalgia inflamatória, uveíte anterior, lesões mucocutâneas e associação com HLA -B27. As uveítes anteriores, não granulomatosas, com crises agudas geralmente unilaterais e recorrentes, são encontradas com freqüência dentro do grupo das espondiloartropatias. Podem ocorrer em até 40% dos pacientes com espondilite, sendo menos freqüentes nas outras doenças do grupo. Podem representar o primeiro sintoma clínico de uma espondiloartropatia indiferen­ciada. Nas formas crônicas, recidivantes, po­dem ser encontradas alterações no segmento posterior, tais como vitreíte, edema de mácula e edema do disco óptico. A presença do HLA-B27 geralmente não indica pior prognóstico oftalmológico, e sim maior possibilidade de desenvolver sintomas articulares e evoluir para espondilite. As uveítes anteriores associadas ao HLA-B27 são mais freqüentes em homens e tendem a aparecer em indivíduos mais jovens.

 

Tratamento
O tratamento é o mesmo das doenças definidas dentro do grupo das espondilites. As formas indiferenciadas costumam ter curso evolutivo mais leve e com menos complicações. O uso do infliximabe e do etanercepte apresenta resultados promissores. Uveíte anterior (após confirmação por oftalmologista): corticosteróide tópico e midriáticos. Corticoterapia sistêmica em casos recorrentes. O uso da sulfasalazina parece diminuir o número e a intensidade das crises de uveíte anterior nos pacientes com espondilite. Nas formas recidivantes, o uso de corticosteróides por via oral está indicado para o controle da uveíte.

 

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