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Definição
Etiologia
Clínica Artrite periférica surge em 20 a 30% dos pacientes, principalmente de membros inferiores, em qualquer período da doença. Esta freqüência aumenta conforme a gravidade da patologia. A evolução do quadro inflamatório axial leva o paciente a adotar uma posição de flexão da coluna (cifose dorsolombar), obrigando-o à deambulação a flexionar os joelhos, para manter a visão na posição de marcha. A esta posição deu-se o nome de “posição do esquiador”. Neste estádio, a anquilose das articulações interapofisárias está presente. Manifestações oculares em 20% dos casos (uveíte anterior, episclerite). Mais raramente, envolvimento cardíaco (3-10%), como insuficiência aórtica, alterações de condução e cardiomegalia. As manifestações pulmonares (pneumonite intersticial e/ou fibrose apical pulmonar) são achados raros. A doença juvenil (< 16 anos) costuma iniciar-se com artrite e entesopatias periféricas, evoluindo, somente após alguns anos, para a característica lombalgia de ritmo inflamatório. A doença juvenil costuma ter diagnóstico mais tardio, e muitos destes pacientes podem ser diagnosticados com artrite reumatóide juvenil, no início dos sintomas. O comprometimento do quadril é mais freqüente na criança do que no adulto, o que determina um pior prognóstico, pela necessidade de próteses totais de quadril. Radiologia: sinais inflamatórios no lugar de inserção das fibras externas do ânulo fibroso. Os achados tardios compreendem a formação de pontes sindesmofitárias, dando o aspecto de espinha em bambu. A fusão das articulações sacroilíacas é achado patognomônico.
Diagnóstico
Critérios clínicos:
Critérios radiográficos:
Para o diagnóstico de doença, é necessária a presença de um critério clínico e um radiográfico. Diagnóstico laboratorial: As provas de atividade inflamatória, como a velocidade de hemossedimentação e a dosagem da proteína-C reativa, estão geralmente elevadas. A tipagem do HLA-B27 é positiva em torno de 90% dos casos, porém não existe exame laboratorial patognomônico.
Tratamento O uso de corticosteróide por via intra-articular pode ser uma alternativa em casos de artrite persistente ou sacroiliíte refratária (após tomografia computadorizada ou ressonância magnética). Drogas imunossupressoras: sulfasalasina 30 a 50 mg/kg/dia e metotrexato (dose semanal de 7,5 a 25 mg, por via oral ou intramuscular) nos casos com envolvimento periférico. Etanercepte (25 mg, via subcutânea, 2 x/semana) e infliximabe (3 a 5 mg/kg EV nas semanas 0, 2 e 6, e manutenção a cada seis a oito semanas) podem ser utilizados nesta patologia com o intuito de minimizar a atividade de doença. O uso do infliximabe e/ou do etanercepte está indicado para a redução de sinais e sintomas de pacientes com espondiloartropatia ativa de moderada a grave intensidade, em indivíduos com resposta inadequada a dois ou mais AINEs num período mínimo de observação de três meses, e que não responderam ao uso de metotrexato ou sulfasalazina em casos de artrite periférica em atividade. Os estudos atuais mostram ação terapêutica dos agentes biológicos, como monoterapia, por período de até três anos; AINEs, metotrexato ou sulfasalazina podem ser usados concomitantemente às drogas anti-TNF, embora não exista nenhuma evidência de uma ação sinérgica entre estas drogas. Estudos recentes mostram que o uso crônico do infliximabe por período de dois anos pode impedir a progressão radiológica da doença, embora a suspensão da droga após três anos de tratamento possa levar à reagudização da doença. Outros: leflunomida, talidomida, pamidronato. [Fonte: Diretriz da Sociedade Brasileira de Reumatologia, 2004].
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