InícioCondições de UsoQuem SomosContato


Embolia Amniótica

Consultar Doenças - Outras

Definição
Reação sistêmica após embolização de líquido amniótico e debris celulares.

Etiologia
Os quadros embólicos representam 23% dos casos de morte materna com nativivos e 11% dos casos com natimortos nos EUA. Além do líquido amniótico, também na gestação podemos ter embolia por hematoma, gordura ou êmbolos sépticos. Nas pacientes com embolia amniótica, com a passagem de líquido e debris para o intravascular surge uma reação sistêmica semelhante ao choque anafilático ou séptico. Esta passagem ocorre com a ruptura da barreira materno-fetal, como em amniocentese, traumatismo abdominal, trabalho de parto, parto vaginal e principalmente parto cesárea.

Numa fase inicial temos hipertensão pulmonar e sistêmica seguida de vasodilatação periférica e diminuição de débito cardíaco. A seguir pode-se desenvolver lesão pulmonar e coagulopatia.

 

Clínica
Quadro de início súbito onde se observa inicialmente hipertensão seguida de hipotensão e sintomas de hipoxia e coagulopatia. Podem estar presentes edema agudo de pulmão, cianose, sofrimento fetal, dispnéia, convulsão e parada cardiorrespiratória. Nas pacientes que sobrevivem a este quadro (mortalidade de 25 a 90%) é constatado importante déficit neurológico (92% dos casos com lesão neurológica se houve parada cardíaca). A sobrevivência neonatal é em torno de 70%, porém a metade apresenta algum tipo de seqüela neurológica. As conseqüências neonatais dependem do tempo entre a parada cardíaca materna e o nascimento.

 

Diagnóstico
É eminentemente clínico.

 

Tratamento
Devem ser oferecidos suporte circulatório e oxigenação. Caso a paciente tenha uma parada e ainda esteja gestante, considerar a possibilidade de cesárea post mortem.

 

Encontre o seu médico
Ginecologista
Obstetra


 

Compartilhe este Artigo!

Notícias