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Ejaculação Precoce

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Definição
Incapacidade de controlar ou adiar suficientemente a ejaculação para que os parceiros tenham prazer nas relações sexuais.

Etiologia
As causas podem ser de origem emocional (an­siedade, insegurança, inexperiência) ou orgâni­ca (cirurgia pélvica, prostatectomia radical ou hipogonadismo).

 

Clínica
A. Ejaculação persistente ou recorrente com es­timulação sexual mínima antes, durante ou logo após a penetração, antes que o indivíduo a deseje. O clínico deve levar em consi­deração os fatores que afetam a duração da fase de excitação, tais como idade, novidade da parceira ou situação sexual e freqüência da atividade sexual recente.

B. A perturbação causa acentuado sofrimento ou dificuldade interpessoal.

C. A ejaculação precoce não se deve exclusiva­mente aos efeitos diretos de uma substância (por ex., abstinência de opióides).

 

Tratamento
A primeira opção terapêutica para ejaculação precoce tem sido comportamental, reservan­do-se a terapia medicamentosa para os casos de falha da psicoterapia, ou quando essa terapia não é aceita pelos pacientes. O método comportamental “stop-squeeze” (pára-comprime) é um exemplo. Esse método sugere que o homem avise a sua parceira quando sentir a vontade de ejacular aproximando-se. Neste ponto, interrompe-se o ato sexual e a mulher aplica pressão manual na glande do pênis, até ocorrer redução da vontade. O método de "pá­ra-comprime" pode ser treinado, inicialmente, com a masturbação. Outro método, o "start-stop" (começa-pára), utiliza uma pausa, ao in­vés de um aperto no início da fase ejaculatória. Acredita-se também que a posição durante a relação sexual com a mulher por cima ou a po­sição lateral permitam um maior controle da ejaculação.O uso de medicamentos deve visar um aumen­to do período de latência ejaculatória, sendo que, para tanto, são utilizados antidepressivos:

  • Trazodona 50 mg.
  • Clomipramina 25-50 mg. É a opção mais eficaz para inibir a resposta ejaculatória, mas, em função de seus efeitos colaterais, pode não ser bem tolerada. Sua utilização conforme necessário, seja 6 ou 12 horas antes do coito, pode minimizar os efeitos negativos, porém demanda a necessidade de planejar o momento para a relação sexual.
  • Fluoxetina 30 mg ou paroxetina 20 mg (me­lhor tolerados e parecem ser mais adequa­dos para homens que apresentam problemas eréteis leves).

 

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