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Eclâmpsia / Pré-eclâmpsia

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Definição
Hipertensão arterial (PA ≥ 140/90) após 20 semanas de gestação associada a proteinúria (≥ 300 mg/24 horas ou > + no teste de fita – 30 mg/dl).

Etiologia
A presença de convulsões caracteriza a eclâmpsia. A associação da pré-eclâmpsia com plaquetopenia e/ou elevação de enzimas hepáticas é denominada síndrome HELLP.Atinge em torno de 5% das gestações. As complicações secundárias à doença hipertensiva na gestação são responsáveis por 16% das mortes maternas nos EUA e aumentam em 3 vezes o risco de óbito fetal.Fatores de risco: raça negra (mortalidade 3 x superior à da raça branca), nuliparidade, idade superior a 35 anos, gestação múltipla, obesidade, hipertensão arterial crônica, hábitos de vida.

Apesar da etiologia ainda não estar completamente esclarecida, envolve lesão endotelial, vasoespasmo e fenômenos isquêmicos e trombóticos. Na sua gênese são relacionadas invasão trofoblástica deficiente, intolerância imunoló­gica, alterações genéticas e deficiências nutri­cionais.

  

Clínica
São critérios de gravidade: fotopsias, dor epi­gástrica ou em hipocôndrio direito, cefaléia persistente, oligúria, restrição de crescimento intra-uterino, PA ≥ 160/110, edema agudo de pulmão, plaquetas inferiores a 100.000, au­mento de TGO e TGP, proteinúria > 2 g/24 horas ou > 2+, elevação de creatinina > 1,2 mg/dl. Pode haver rápida progressão na gravidade do caso e a gravidade pode não estar relaciona­da diretamente aos níveis pressóricos. Cefaléia intensa e distúrbios visuais freqüentemente precedem episódios convulsivos. 

 

Diagnóstico
É realizado através das queixas clínicas, da medida da pressão arterial e da avaliação da proteinúria (por fita ou em amostra de 24 horas). A avaliação das funções renal e hepática e do hemograma permitem um esclarecimen­to acerca da gravidade do caso. Não há, até o momento, testes preditivos, passíveis de serem realizados em larga escala, viáveis do ponto de vista econômico e com boa sensibilidade e va­lor preditivo positivo. Também não há, até o momento, consenso sobre medicação efetiva na prevenção primária da doença.

 

Tratamento
Detecção precoce da doença, controle de peso, orientação quanto aos sinais clínicos de gravi­dade, controle freqüente dos níveis pressóricos e da vitalidade fetal, seguimento da curva de crescimento fetal e volume de líquido amniótico. Na pré-eclâmpsia, sem sinais de gravida­de, o parto deve ser realizado no termo até 40 semanas, salvo em condição de alteração da vitalidade fetal, quando deve ser prontamente realizado. No caso de pré-eclâmpsia grave, o parto deve ser realizado assim que se atingir a maturidade fetal ou antes, em caso de alteração significativa da vitalidade fetal. 

Controle da pressão arterial
Emergência hipertensiva.

  • Hidralazina (20 mg em 10 ml de água desti­lada) – aplicar 5 mg a cada 15 min.
  • Nifedipino 10 mg sublingual a cada 30-40 minutos.
  • Nitroprussiato de sódio: 1 amp (50 mg) em SG 5% 500 ml 0,5 a 10 microgramas por minuto – período máximo de 6 horas. Ini-cialmente, 15 a 20 microgotas/min. 

Uso ambulatorial

  • Pindolol: 10 a 30 mg/dia (divididos em até 3 x/dia).
  • Alfametildopa: 750 mg a 2 g/dia (divididos em até 4 x/dia). Meia-vida longa (até 48 horas). Pode levar a aumento das enzimas hepáticas.
  • Anlodipino: 5 a 20 mg/dia divididos em até 2 x/dia.
  • Nifedipino: 20 a 60 mg/dia em até 4 toma­das

 Na eclâmpsia

  • Sulfato de magnésio (esquema Pritchard):
  • Dose de ataque: 10 ml sulfato de magnésio a 50% IM profundo em cada nádega (total 20 ml) + sulfato de magnésio 20% 20 ml EV lento.
  • Dose de manutenção: sulfato de magnésio a 50% 10 ml IM a cada 4 horas por 24 ho­ras.

 

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