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Doenças das Glândulas Salivares
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Existem três grupos de glândulas salivares ditas principais: as glândulas parótida (2), subman­dibular (2) e sublingual. Além das glândulas principais, há centenas de pequenas glândulas salivares, as chamadas glândulas salivares me­nores, localizadas em toda a submucosa do trato aerodigestivo superior.

 

Sialadenite
É a inflamação bacteriana das glândulas sali­vares que acomete principalmente a parótida e a submandibular. Caracteriza-se por edema da glândula, aumento da dor e inchaço da mesma com a alimentação e eritema e dor na abertura do ducto. Pode drenar pus pelo ducto. Sialade­nite geralmente ocorre na desidratação ou associada a doença crônica; síndrome de Sjögren pode contribuir [ver Síndrome de Sjögren].

A obstrução, geralmente por um tampão mu­coso, é seguida por estase salivar e infecção secundária. A principal bactéria causadora é o S. aureus. O tratamento consiste em medi­das para aumentar o fluxo de saliva, incluindo hidratação, compressas mornas, massagem da glândula e antibioticoterapia (nafcilina 1g IV de 4 a 6 x/dia) durante 10 dias. A falha no tra­tamento sugere formação de abscesso, obstru­ção do ducto por cálculo ou tumor. Ultra-som e tomografia computadorizada podem ajudar a estabelecer o diagnóstico; a sialografia deve ser evitada nos casos agudos.

 

Sialolitíase
A formação de cálculo é mais comum no duc­to de Wharton (submandibular) que no ducto de Stensen (parótida). Clinicamente o pacien­te pode notar dor pós-prandial e edema local e geralmente apresenta história de sialadenite recorrente. O cálculo no ducto de Wharton geralmente é grande e radiopaco, enquanto no ducto de Stensen é menor e radiotransparente.

O dentista pode extrair o cálculo pressionando o ducto bilateralmente. Se essa manobra não for bem-sucedida, o cálculo pode ser removido por dilatação e incisão distal do ducto. Como último recurso, será realizada a excisão da glân­dula.

 

Hipertrofia das glândulas salivares
Numerosas doenças infiltrativas podem causar aumento uni ou bilateral da parótida. Síndro­me de Sjögren e sarcoidose são exemplos de doenças linfoproliferativa e granulomatosa que acometem as glândulas salivares.

Distúrbios metabólicos, incluindo o alcoolis­mo, diabetes e deficiências vitamínicas, podem causar aumento difuso da glândula.

 

Tumores das glândulas salivares
Os tumores das glândulas salivares são inco-muns. Cerca de 80% das neoplasias das glândulas salivares surgem na parótida, sendo 80% delas benignas. Por outro lado, os tumores que surgem nas outras glândulas maiores são malignos em 50% dos casos, e aqueles que surgem nas glândulas salivares menores têm risco de malignidade de 75%. De maneira geral, os tumores das glândulas salivares crescem lentamente e são bem delimitados. Crescimento rápido, dor, parestesia e fixação da pele na extremidade da mastóide, trismo e fraqueza facial são sinais de malignidade. Outro sinal de malignidade é o acometimento dos nervos facial, lingual e hipoglosso, provocando paralisia facial, parestesias e para­lisia da língua.Os tumores de glândulas salivares menores manifestam-se como massas submucosas indolores. Sua localização mais comum é a junção dos palatos duro e mole.

O diagnóstico é feito através de PAAF (punção aspirativa por agulha fina), TC e RM. O tratamento baseia-se na excisão cirúrgica da glân­dula afetada e em radioterapia adjuvante.

 

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