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Doença Hepática Tóxica

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Definição
Distúrbio hepático causado por agentes químicos naturais ou industriais.

Etiologia
Existe um grande número de drogas e químicos que podem levar a injúria hepática tanto por inalação, ingestão ou por administração parenteral. Os agentes químicos industriais, os alcalóides vegetais, as microtoxinas de ocorrência natural e as drogas utilizadas no tratamento de diversas doenças são os principais agentes implicados. Os mecanismos que levam à lesão envolvem efeito direto do agente ou reação idiossincrásica do paciente. Hepatotoxicidade do agente: a lesão hepática é causada por um grupo de drogas caracterizado por: 1) dose relacionada a gravidade; 2) período de latência seguido a exposição; 3) suscetibilidade individual. Exemplos: acetominofeno, álcool, mercaptopurina, alcalóides, tetraciclina, ácido valpróico e vitamina A.

Reação idiossincrásica: à exceção do acetomi­nofeno (paracetamol), as mais graves hepatotoxicidades são idiossincrásicas. Os tipos de reação são: 1) esporádicos; 2) não relacionados a dose; 3) ocasionalmente associados a reações alérgicas como febre, rash cutâneo, artralgia e eosinofilia. Exemplos: amiodarona, aspirina, clorafenicol, carbamazepina, diclofenato, flutamida, halotano, isoniazida, cetoconazol, metildopa, oxacilina, quinidina e estreptomicina.

 

Clínica
A apresentação clínico-laboratorial pode variar, desde anormalidades assintomáticas nas provas de função hepática até necrose hepática maciça e fatal. A hepatite viral e a obstrução biliar podem ser simuladas pelas reações medicamentosas hepatotóxicas, e a exposição a determinados agentes também pode resultar em hepatite crônica, cirrose e tumores hepáticos.

As manifestações clínicas mais freqüentes da hepatite aguda induzida por drogas são sinto­mas sistêmicos (náuseas, vômitos, astenia), icterícia, elevação de aminotransferase e fosfatase alcalina. Em casos mais graves podem ocorrer coagulopatias e encefalopatia.

 

Diagnóstico
O diagnóstico de hepatite fármaco-induzida depende de:

1. história de exposição;
2. achados clínicos e laboratoriais e, ocasionalmente, de biópsia hepática consistente;
3. resolução da lesão hepática após a interrupção da toxina suspeita.

 

Tratamento
A hepatopatia fármaco-induzida é controlada pela interrupção do(s) fármaco(s) implicado(s) e por tratamento de suporte para hepatite aguda e insuficiência hepática, quando necessário. A intervenção farmacológica específica limita-se, em geral, à administração de N-acetilcisteína na superdosagem de paracetamol.

Em alguns casos, a coadministracão de um segundo agente pode aumentar a toxicidade do primeiro (ex.: isoniazida e rifampicina; acetominofeno e álcool).

 

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