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Difteria
Consultar Doenças - Outras

Definição
Infecção transmitida pela bactéria Corynebacterium diphtheriae.

 

 

Etiologia
Corynebacterium diphtheriae tem quatro bioti-pos: gravis, mitis, intermedius e belfanti. Trans-mitida de pessoa para pessoa por via respira-tória, sendo altamente contagiosa. Infecta as mucosas, principalmente de amídalas, narinas, faringe e laringe. A doença é causada pela bac-téria e por toxina presente em bactérias infec-tadas por vírus bacteriófago. Doença cosmopolita. Os programas de va­cinação levaram a queda importante de sua incidência. No entanto, os surtos continuam a ocorrer no mundo todo, mesmo em países desenvolvidos. Doença de notificação compul­sória por haver medidas de controle imediatas para os comunicantes e por ser prevenível por vacinação.

 

Clínica
Após período de incubação de 1-6 dias surgem febre baixa, prostração, dor de garganta leve e odinofagia. Crianças podem ter sintomatolo-gia inicial mais exuberante (febre alta, calafrios, náuseas e vômitos). Após 1 a 2 dias surgem pseudomembranas aderentes principalmen-te em faringe, laringe e fossas nasais. Outras mucosas e a pele (locais de dermatite, cicatriz) podem ser acometidas. As pseudomembranas são branco-acinzentadas, fétidas, com palidez ao redor. Pode haver edema e adenomegalia cervical. A placa eventualmente pode se des­prender e causar asfixia. Na difteria cutânea há ulcera crônica com membrana cinzenta.

Complicações: angina maligna (a pseudomem­brana se estende, se torna enegrecida, hemor­rágica e fétida, e o paciente evolui com sepse); miocardite, paralisias periféricas (palato, aco­modação visual, laríngea etc.).

 

Diagnóstico
Isolamento do agente em espécime clínico, exame anatomopatológico, associados a quadro clínico e epidemiológico.

 

Tratamento  

Específico

Soro antidiftérico:

  • Formas leves (nasal, cutânea, amidaliana): 40.000 UI EV.
  • Formas laringoamidalianas ou mistas: 60.000- 80.000 UI EV.
  • Formas graves ou tardias: 80.000-120.000 UI EV.

Antibioticos:

  • Eritromicina 40-50 mg/kg/dia (máx. 2 g/ dia) VO 6/6 horas por 7-14 dias ou
  • Penicilina G cristalina 100.000-150.000 UI/kg/dia EV de 4/4 horas por 14 dias ou
  • Penicilina G procaína 50.000 U/kg/dia (máx. 1.200.000 UI/dia) IM de 12/12 ho­ras por 14 dias.

Inespecífico

  • Carnitina 100 mg/kg/dia (máx. 3 g) VO de 8/8 horas ou de 12/12 horas tem sido usada para prevenir miocardite grave.
  • Internação com isolamento respiratório até 14 dias do início dos sintomas ou até 48 ho­ras do início da antibioticoterapia.
  • Monitorização e suporte cardiorrespirató­rios.

Profilaxia

Esquema básico de vacinação

  • DTP/Hib aos 2, 4, 6, 15 meses e 5-6 anos de idade; DT a cada 10 anos.
  • Como a doença não imuniza, vacinar o pa­ciente na alta hospitalar.

Comunicantes

  • Examinar e coletar esfregaço de nasofaringe e de rinofaringe dos comunicantes e obser­vá-los por 7 dias.
  • Aplicar dose de reforço de vacina se recebeu a última dose há mais de 5 anos (DPT se < 7 anos e DT para ≥ 7 anos e adultos).
  • Quimioprofilaxia com penicilina G benzati­na 1.200.000 UI IM ou eritromicina 1g VO ao dia por 7-10 dias nos portadores (comunicantes com cultura positiva).

 

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