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Desnutrição na Gestação

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Definição
Déficit na ingestão de calorias ou determinados nutrientes durante a gestação e/ou puerpério.

Etiologia
O estado nutricional na gestação envolve o peso e a dieta prévios à concepção, distúrbios alimentares como bulimia e anorexia, a even­tual mudança nos hábitos alimentares neste período e alterações fisiológicas que podem le­var à diminuição de consumo ou perdas como náuseas, vômitos e inapetência.

Pacientes vegetarianas apresentam freqüente­mente deficiência na ingestão protéica.

Não existe consenso sobre o ganho de peso na gestação, porém as pesquisas mostram aumen­to da freqüência de complicações com ganhos inferiores a 7 kg (prematuridade e restrição de crescimento intrauterino) e acima de 20 kg (distúrbios hipertensivos e macrossomia fetal) em gestantes com IMC normal antes da ges­tação.

Em torno de um terço das gestantes nos EUA não se encontra nestes limites. A maior parte das puérperas perde até 12 kg após o parto.

 

Clínica
Através da anamnese pode-se investigar a roti­na alimentar da paciente e, através de tabelas de alimentos, calcular a ingestão de calorias e de nutrientes.

É fundamental o acompanhamento do peso em toda consulta pré-natal.

O diagnóstico de baixo peso é feito nas pacien­tes com IMC inferior a 19,8. A evolução do peso na gestação pode ser acompanhada através do gráfico de Rosso. Mesmo quando a paciente apresenta uma dieta balanceada, ácido fólico e sulfato ferroso devem ser suplementados.

 

Tratamento
A gestação envolve um ganho adicional de 100 a 300 kcal/dia principalmente após o primeiro trimestre. Isto representa aumento de 300 a 400 g/semana, totalizando 10-12 kg.

A paciente com baixo peso deve ganhar em torno de 500 g/semana. Para dietas vegetaria­nas se recomenda aumentar a ingesta de queijo e ovos.

O ácido fólico deve ser suplementado para to­das as gestantes desde 3 meses antes da gesta­ção até o fim do primeiro trimestre – 0,4 mg/dia e, para aquelas com história prévia de má-formação do tubo neural, 4 mg/dia.

Quanto ao ferro, também é recomendado em todas as gestações o uso de 30 mg de ferro ele­mentar a partir do 4o mês.

Para pacientes com gestação gemelar, anemia, consumo irregular de ferro ou início tardio na sua reposição deve-se utilizar entre 60 e 100 mg de ferro elementar/dia. Outros nutrientes devem ser suplementados em casos de dieta inadequada, gestação gemelar, doenças crô­nicas, gestação em até 2 anos após a menarca e recém-nascido de baixo peso em gestação pregressa. Caso seja possível, o obstetra deve trabalhar conjuntamente com o nutricionista para averiguar o hábito alimentar e as necessi­dades das pacientes com desnutrição.

 

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