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Definição
Etiologia Fatores de risco: insuficiência cardíaca congestiva, traumatismos, trombofilias, anemia falciforme, neoplasias malignas, insuficiências venosas, imobilização de membros. A trombose venosa profunda em até 75% das vezes acomete os membros inferiores e destes, 80% das vezes o membro inferior esquerdo. Esta moléstia pode evoluir com embolia pulmonar ou síndrome pós-flebítica. Recebe este nome o edema persistente no membro afetado após o fim da trombose. A embolia pulmonar pode levar a óbito até 15% das pacientes com TVP, porém com o tratamento a mortalidade é reduzida a 1%.
Clínica
Diagnóstico TVP A ultra-sonografia com doppler apresenta sensibilidade e especificidade de 90%. Nos casos de dúvida ou suspeita clínica com ultra-sonografia normal pode ser realizada a ressonância magnética ou a venografia (baixa taxa de radiação). A venografia, além de ser um método invasivo, por utilizar contraste pode causar uma flebite química. Na avaliação dos vasos pélvicos o método de escolha ideal é a ressonância magnética. A tomografia pode ser utilizada nos casos de dúvida à ultra-sonografia para avaliação dos membros inferiores. TEP A dosagem do dímero-D apresenta valor pelo valor preditivo negativo próximo de 100%. A cintilografia é segura para o feto, apresenta ótimo VPN, porém o estudo com ventilação pode levar até 24 horas (falso negativo de 4%). A tomografia helicoidal e RM também podem ser utilizadas com boa acurácia. A tomografia apresenta limitação diagnóstica nos casos de microêmbolos. O padrão-ouro é a angiografia, mas pela morbimortalidade é realizada na dúvida diagnóstica após realização de outros métodos propedêuticos ou em caso de indicação cirúrgica.
Tratamento Medidas gerais
Enoxiparina: 2 mg/kg em duas doses subcutâneas. Heparina convencional (alto peso molecular): heparina 80 U/kg EV (mínimo de 5.000 U) em bolo seguidos de 15 a 25 U/kg/hora em bomba de infusão. Controle de TTPA a cada 4-6 horas até que o TTPA esteja 2 a 2,5 x superior ao controle, então pode ser dosado diariamente. O tratamento de manutenção consiste na dose endovenosa efetiva administrada 3 x ao dia pela via subcutânea. Deve ser mantida a anticoagulação até seis semanas após o parto.
Os anticoagulantes por via oral (cumarínicos) podem ser utilizados no segundo trimestre da gestação e no puerpério com INR mantido entre 2 e 3. As complicações do uso da heparina mais freqüentes são hemorragia, plaquetopenia e osteoporose (em caso de uso prolongado).
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