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Cólica Nefrética
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Definição
Dor lombar de origem renoureteral decorrente de obstrução total ou parcial da via urinária alta (rins e ureteres).

Etiologia
A dor decorre da distensão do bacinete e da cápsula renal, devido a aumento da pressão intraluminal, hiperperistaltismo e espasmo da musculatura dos cálices. A causa mais freqüente da cólica nefrética é a litíase urinária, embora coágulos e compressões extrínsecas ureterais também levem à dor, bem como tumores obstrutivos uroteliais. Anoma­lia da JUP também causa dor nefrética.

 

Clínica
Originalmente a dor é lombar, infracostal, com irradiação para flanco e abdome. Em alguns casos, a dor pode se irradiar para a região inguinal ou genital (testículos ou vulva). A intensidade da dor pode ser leve inicialmente, mas pode tornar-se intensa em poucos minutos, chegando a um ponto insuportável. Neste caso, palidez cutânea, diaforese, náuseas e vô­mitos podem acompanhar a dor, bem como distensão abdominal.

Cálculos renais causam dor moderada e per­sistente, enquanto obstruções ureterais levam a dor aguda e quadro dramático, necessitando de pronta analgesia.

 

Diagnóstico
O diagnóstico é basicamente clínico devido às características do quadro. Urinálise é frequentemente realizada com resultado de microematúria e/ou microcristalúria. Exames de imagem como radiografia simples fazem o diagnóstico em 80% dos cálculos. Em serviços que dispõem de US, esse tem o valor de confirmar a imagem radiopaca dentro da via urinária, o tamanho do cálculo ou a dilatação da via excretora.

Radiologia contrastada como urografia excreto­ra é utilizada em serviços em que a CT não é disponível. O padrão-ouro atual é CT helicoidal sem contraste e RM no caso de gestantes.

 

Tratamento
O foco do tratamento de urgência é promover a analgesia, de preferência por via endovenosa. Inicialmente, dose de ataque com dipirona sódica associada à escopolamina (2 ml) em 10 ml, seguida de dose de manutenção destes 2 medicamentos com SF 500 ml gota-a-gota, que cessam a dor em mais de 80% dos casos. Cetoprofeno 100 mg injetável EV diluído com SF 100 ml ou IM puro pode ser usado em caso de persistência da dor. Se a dor continuar, 10-15 mg de sulfato de morfina IM ou 100 mg de tramaldol com 100 ml SF podem contribuir para resolver a dor aguda.

A internação se faz necessária caso a dor não melhore após estas medicações ou se manifeste por mais de 2 vezes em 24 horas ou 3 vezes em 48 horas.

Após a analgesia, o tratamento da litíase se dá com litotripsia extracorpórea (LECO), cirur­gia renal percutânea (NPC) ou cirurgias aber­tas. Para o cálculo ureteral podem ser necessá­rios a retirada do cálculo por via endoscópica (endourologia) ou o desbloqueio renoureteral temporário com nefrostomia ou cateter urete­ral duplo J (pig tail).

 

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