InícioCondições de UsoQuem SomosContato


Brucelose

Consultar Doenças - Febre de Malta

Definição
Zoonose causada pelas bactérias do gênero Brucella, particularmente pelas espécies B. melitensis, B. suis e B. abortus.

 

 

Etiologia
A infecção humana está relacionada à infecção de porcos, bovinos e ovinos. O cão eventualmente pode ser reservatório da infecção (B. canis). A transmissão ocorre por exposição cutânea e/ou mucosa do homem às vísceras de animais infectados, por ingestão de leite e/ou derivados contaminados e, menos frequentemente, por acidente em laboratório (via cutânea, mucosa ou alimentar). O agente ganha a circulação linfática e sangüínea, atingindo todo o organismo, com predileção pelo sistema retículo-endotelial. Infecção controlada na maioria dos países desenvolvidos, mantendo incidência significativa no Mediterrâneo, na América do Sul, na Ásia e na África.

 

Clínica

A maioria dos indivíduos contaminados permanece totalmente assintomática.
Brucelose aguda: após período de incubação de cerca de 1-3 semanas surge febre irregular ou ondulante, que pode ser periódica (semana de febre alternada com semana de temperatura normal); mal-estar; fadiga; sudorese noturna (odor fétido característico); artralgia; mialgia. Pode haver dor ou desconforto abdominal. Eventualmente pode evoluir com endocardite subaguda. Ao exame físico: hepatoesplenomegalia, adenomegalia generalizada.
Brucelose secundária ou localizada: pode ocorrer durante a infecção aguda ou meses depois. A principal manifestação é osteoarticular, com espondilodiscite, sacroileíte, artrite coxofemoral, do joelho ou osteomielite. Outras manifestações: meningoencefalite subaguda, endocardite, abscessos granulomatosos hepáticos ou esplênicos, infecções do aparelho geniturinário (orquiepididimite, abscessos ovarianos etc.).
Brucelose crônica: pode ocorrer anos após brucelose aguda ou contaminação assintomática. Manifestações: febre baixa, astenia, mal-estar, artralgia, emagrecimento, sudorese, associados a um estado depressivo.

 

Diagnóstico
Hemocultura (observação por 10 dias), mielocultura, exame anatomopatológico (infiltrado inflamatório granulomatoso) e cultura de tecidos de órgãos afetados, soroaglutinação em tubos (títulos > 1/80 em 24 horas; títulos > 1/160 em 48 horas; aumento 4x dos títulos), imunofluorescência indireta, reação em cadeia por polimerase (PCR).

 

Tratamento

  • Doxiciclina 100 mg VO 12/12 horas por 6 semanas + gentamicina 1 mg/kg/dose EV 8/8 horas por 2-3 semanas.
  • Doxiciclina 100 mg VO 12/12 horas por 6 semanas + estreptomicina 1 g/dia IM por 2-3 semanas.
  • Doxiciclina 100 mg VO 12/12 horas + rifampicina 600-900 mg/dia, ambos por 6 semanas.
  • Sulfametoxazol-trimetoprim 960 mg VO de 6/6 horas por 6 semanas + gentamicina 1 mg/kg/dose EV 8/8 horas por 2 semanas.
  • Prolongar o tratamento em caso de espondilodiscite.

 

Encontre o seu médico
Clínica médica
Parasitologista
Infectologista


 

Compartilhe este Artigo!

Notícias