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Acne

Consultar Doenças - Espinha

Definição
Inflamação da glândula pilossebácea dependente de hormônios sexuais (acne juvenil, acne vulgar).

Etiologia
Etiologia desconhecida, mas com tendência hereditária.

Fatores hormonais: a secreção sebácea depende da ação dos hormônios androgênicos (sexuais) de origem gonadal e/ou supra-renal. Na pu­berdade, os hormônios levam ao aumento do tamanho e da secreção de sebo das glândulas sebáceas.

Atividade das glândulas sebáceas: composição química irritante da pele oleosa.

Obstrução do canal pilossebáceo: aumento da queratinização no folículo pilossebáceo, favo recendo a formação dos comedões abertos ou fechados.

Alteração das bactérias da pele: a bactéria Pro pionibacterium acnes está presente em maior quantidade nas pessoas com acne.

 

Clínica
Início na puberdade, afetando cerca de 80% dos adolescentes. Pode estender-se até os 30 anos ou mais, principalmente em mulheres, constituindo a acne da mulher adulta. As le sões são mínimas ou de intensidade variável, predominantemente no rosto, peito, costas e ombros.

Sem tratamento, as lesões podem persistir até o final da adolescência. Eventualmente, lesões isoladas podem-se manter durante muitos anos. Por falta de tratamento ou por tratamen tos inadequados, podem deixar manchas e ci catrizes inestéticas.

O quadro clínico é dividido em cinco graus. A acne é classificada como acne não-inflamatória, quando apresenta somente cravos (grau I), e acne inflamatória (graus II, III, IV, V).

  1. Apenas cravos, sem lesões inflamatórias (espinhas). Apresentam cravos brancos (co medões fechados) ou cravos pretos (come dões abertos).
  2. Cravos, pápulas e pústulas.
  3. Cravos, pústulas e lesões maiores, mais profundas, dolorosas e inflamadas (cistos).
  4. Cravos, pústulas e lesões extensas císticas comunicantes (acne conglobata), com muita inflamação e aspecto desfigurante. Forma grave de acne, em que associam-se cistos, formando abscessos e fístulas que eliminam pus. Esta forma aparece no rosto, pescoço, regiões anterior e posterior do tórax.
  5. Acne fulminans. Febre, queda do estado geral, dores articulares, alterações ósseas, dores musculares, anorexia. Necrose das lesões. Risco de seqüelas graves, desfigurantes e permanentes.

A acne freqüentemente piora no inverno e melhora no verão.
A acne agrava-se com estresse, uso de cosmé ticos (incluídos filtros solares), hábito de esco riar e espremer as espinhas, alimentos, período menstrual.

 

Diagnóstico
Clínico: a acne é uma doença do adulto jovem, ao contrário da acne rosácea (adulto de meia-idade), da acne da mulher adulta, da dermatite perioral e do cisto sebáceo.

 

Tratamento

Tratamento local

Lavagem com sabões antibacterianos (pouco efeito) ou abrasivos (irritantes), compressas de água quente para amolecer os comedões. Remover os comedões 1 ou 2 x/semana, com agulha estéril ou com um extrator de alça de Schamberg. Aplicar um antibiótico (clindamicina ou eri-tromicina), com isotretinoína (ácido retinói-co). Preparação com peróxido de benzoíla, ácido azelaico, enxofre ou resorcinol.

Tratamento sistêmico

Tretinoína 0,5 mg/kg/dia no início, e depois 0,1-1 mg/kg/dia.

Duração: 16 a 20 semanas. Efeitos adversos: ressecamento labial, nasal e ocular, sangramento nasal, dores musculares e articulares, cefaléia, alterações em exames he páticos e lípides (ocorre em 100% dos casos). Não usar no sol. É necessária a contracepção eficaz durante o tratamento e 2 meses depois do fim do tratamento (risco de más-formações fetais). Contra-indicado na gravidez e ama mentação, e com uso simultâneo de tetraci clino.

Antibióticos de longo prazo (tetraciclina, mi nociclina, eritromicina, sulfacetamida).

Acne da mulher adulta: tratamento com an tiandrógenos, após exclusão das causas endó crinas ou ginecológicas que podem levar ao aumento de andrógenos.

 

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