| Miocardiopatias |
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Definição Etiologia
Clínica Hipertrofia do ventrículo esquerdo com volume e contratilidade do VE normais. Não é causada por hipertensão ou doença isquêmica do coração. Pode ter como causa herança familiar (genética), ataxia de Friedreich e atividade física intensa. Miocardiopatia restritiva Na miocardiopatia restritiva as paredes ventriculares estão excessivamente rígidas, dificultando o enchimento ventricular. Esse processo ocasiona uma disfunção diastólica. Pode ser causada por amiloidose, esclerodermia, hemocromatose, sarcoidose, síndrome carcinóide, dentre outras. Miocardiopatia dilatada Redução global da função do VE, com sintomas de insuficiência cardíaca e insuficiência mitral funcional. Miocardiopatia hipertrófica As principais manifestações são dispnéia, síncope, angina, arritmia, podendo ser causa de morte súbita. Miocardiopatia restritiva Dispnéia, fadiga, edema, ascite (quadro de pericardite constritiva). Distensão jugular, sopro sistólico apical quando envolvimento valvar.
Diagnóstico
Tratamento Miocardiopatia hipertrófica Na abordagem terapêutica deve ser evitado o uso dos diuréticos. As atividades físicas devem ser restritas. O emprego de bloqueadores é útil no controle dos episódios de síncope e angina. A amiodarona é eficaz no combate às arritmias, podendo diminuir o risco de morte súbita, sendo que em alguns casos é necessária a implantação de um marcapasso definitivo. O uso de bloqueadores do canal de cálcio (verapamil e diltiazam) diminui a rigidez ventricular e melhora a tolerância ao exercício.Nas formas obstrutivas pode ser indicada a cirurgia de miotomia/miectomia ou ainda a indução de um infarto septal com injeção de etanol na artéria septal (alcoolização septal). Miocardiopatia restritiva Tratamento etiológico se possível (hemocromatose), cirurgia, transplante.
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