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Síndrome Metabólica

Consultar Doenças - Diabetes

Definição
Associação de dislipidemia, diabetes mellitus tipo 2 ou resistência à insulina, hipertensão arterial e excesso de peso ou obesidade, principalmente obesidade central ou visceral.

Etiologia
A síndrome metabólica (SM) é um grupo de fatores de risco, com origem em um metabolismo anormal, acompanhado de um risco aumentado para o desenvolvimento de doença cardiovascular por aterosclerose e diabetes mellitus tipo 2. Pacientes com SM têm de 1,5 a 3 vezes mais risco para doença cardiovascular e 5 vezes mais risco para o diabetes tipo 2.

Substituindo a obesidade andróide (1941) e a síndrome X (1988), a síndrome metabólica, de definição recente, estabelece uma relação entre a obesidade central (ou abdominal), a hipertensão arterial, as dislipidemias e o diabetes. A síndrome metabólica afeta aproximadamente 40% dos adultos com mais de 60 anos (60% dos Estados Unidos). O risco de SM aumenta na mulher após a menopausa.

 

Clínica
O fator inicial da síndrome metabólica é o acúmulo de gordura abdominal (inclusive em pes­soas aparentemente magras), que é responsável pela resistência à insulina.

Obesidade e essencialmente obesidade abdo­minal, com sintomas de resistência à insulina, hipertensão arterial e dislipidemia.

Complicações: diabetes, doenças cardiovascu­lares, esteatose hepática, síndrome de ovários policísticos, litíase biliar, apnéia do sono, lipodistrofias.

 

Componentes da síndrome metabólica (mínimo 3 dos 5 sintomas abaixo)

Circunferência abdominal
Homens
Mulheres
> 102 cm
> 88 cm
Triglicérides ≥ 150 mg/dl
HDL-Colesterol
Homens
Mulheres
< 40 mg/dl
< 50 mg/dl
Pressão arterial PAS ≥ 130 mmHg PAD ≥ 85 mmHg
Glicemia de jejum ≥ 110 mg/dl

 

 

Diagnóstico
O exame fundamental é a medida da circunferência abdominal. Procurar sistematicamente os fatores de risco associados em caso de obesidade abdominal.

Biologia: glicemia de jejum, TOTG (teste oral de tolerância à glicose), lípides.

Observação: o aumento de glicemia de jejum é um evento tardio na condição da resistência à insulina.

 

Tratamento
Modificação do estilo de vida
Perda de peso e atividade física regular reduzem a obesidade abdominal e os riscos associados (resistência à insulina, inflamação tecidual, disfunção endotelial).

Dieta [ver Dislipidemia].

Tratamento farmacológico

  • Sensibilizadores de insulina: metformina ou glitazonas (rosiglitazona ou pioglitazona).
  • Anti-hipertensivos: usar preferencialmente inibidores da enzima conversora da angiotensina (IECAs) ou bloqueadores do receptor da angiotensina (BRAs), associados eventualmente a outro anti-hipertensivo (bloqueador do canal de cálcio). O bloqueio do sistema renina-angiotensina melhora a sensibilidade à insulina e pode prevenir a aparição do diabetes. Os diuréticos e beta-bloqueadores favorecem o diabetes e, portanto, não são recomendados.
  • Antiobesidade: orlistat (diminui a absorção de gorduras).

 

 

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