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Transtornos Devidos ao Uso de Sedativos e hipnóticos

Consultar Doenças - dependência

Etiologia
Sedativos e hipnóticos são principalmente os benzodiazepínicos, muitas vezes prescritos por médicos e prolongados em seu uso ou por orientação médica ou por automedicação.

Clínica

  • Intoxicação: provocam sonolência letargia, ataxia, confusão, prejuízo da memória e do desempenho psicomotor. Deprimem os sinais vitais, mas não causam danos permanentes. A associação de pequenas quantida­des de álcool e hipnóticos potencializam as ações depressivas podendo precipitar uma superdosagem.
  • Dependência e abstinência: os benzodiazepínicos têm potencial de abuso, 50% dos pacientes que usam benzodiazepínicos por mais de 12 meses evoluem com síndrome de abstinência (provavelmente ainda mais em clínicas especializadas). Os sintomas começam progressivamente dentro de 2 a 3 dias após a parada de benzodiazepínicos de meia-vida curta e de 5 a 10 dias após a parada de benzodiazepínicos de meia-vida longa, podendo também ocorrer após a diminuição da dose. Pode ocorrer irritabilidade, insônia, tremores, sudorese, palpitação, cefaléia, dores musculares, déficits de memória. Os benzodiazepínicos não são indicados por períodos prolongados, devendo-se diminuir gradualmente a sua dosagem até a retirada do medicamento. Não se deve esperar que o paciente preencha todos os critérios da síndrome de dependência para começar a retirada, uma vez que o quadro típico de dependência química – com marcada tolerância, escalonamento de doses e comportamento de busca pronunciado – não ocorre na maioria dos usuários de benzodiazepínicos, a não ser naqueles que usam altas dosagens. É importante salientar que mesmo doses terapêuticas podem levar à dependência.
    O esquema para retirada do benzodiazepínico deve ser individualizado, o ideal é começar a redução gradual a partir do momento em que o paciente já está livre dos sintomas que levaram o médico a prescrever a medicação. Pacientes que não conseguem concluir o pla­no de redução gradual podem se beneficiar da troca para um agente de meia-vida mais longa, como o diazepam ou clonazepam.
  • Efeitos a longo prazo: déficits de memória, atenção e concentração.

Tratamento
No caso de intoxicação, o tratamento é feito inicialmente com o esvaziamento gástrico (emese ou lavagem gástrica), administração de carvão ativado e laxativos osmóticos, a fim de retardar a absorção gástrica. Deve-se monitorar os sinais vitais, manter as vias aéreas abertas e hidratar o paciente. O flumazenil, antagonista da benzodiazepina, pode ser útil na reversão do quadro.

 

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