InícioCondições de UsoQuem SomosContato


Doença de Crohn

Consultar Doenças - Colite Ulcerativa

Definição
Doença inflamatória crônica, recorrente, caracterizada por inflamação transmural descontínua acometendo qualquer parte do sistema digestivo, desde a boca até o ânus.

 

 

Etiologia
A causa da doença de Crohn é desconhecida. As pesquisas têm centrado a atenção sobre três possibilidades: disfunção do sistema imune, suscetibilidade genética e fatores ambientais (infecção e dieta).

 

Clínica
A apresentação mais comum é a ileíte ou ileocolite. Pacientes apresentam sintomas gerais com febre, anorexia, perda de peso e diarréia crônica associada à dor abdominal. Pode haver massa palpável no quadrante inferior direito (alça edemaciada ou abscesso) e doença perianal.

Manifestações extra-intestinais: litíase biliar, depósitos amilóides, artrite, lesões dermato­lógicas (estomatite aftosa e eritema nodoso), colangite esclerosante primária.

Complicações: abscesso, obstrução, fístula, doença perianal, carcinoma de cólon (colo­noscopia anual após 8 anos de doença) e má absorção.

 

Diagnóstico
Suspeita-se de doença de Crohn quando o paciente apresenta dor abdominal do tipo cólica recorrente e diarréia, sobretudo se associada a artrite, manifestações cutânea e oftálmica. Ileocolonoscopia com biópsia é o exame de escolha, encontra-se comprometimento salteado, manifestado por úlceras aftosas que quando coalescem dão aspecto de pedra de calçamento (paralelepípedo) e podem ser encontrados granulomas não caseosos. Clister opaco (ulcerações assimétricas e focais, fístulas, preservação do reto, ileoterminal com­prometido, com refluxo de bário), trânsito del­gado, retossigmoidoscopia, colonoscopia (lem­brar que a colonoscopia está contra-indicada em pacientes com sintomas importantes de colite aguda). 

Marcadores sorológicos: ASCA +/pANCA -. 

Diagnóstico diferencial: infecções entéricas, síndrome do intestino irritável, apendicite, diverticulite, carcinoma de cólon e linfoma intestinal.

 

Tratamento
Dieta: dieta balanceada com exclusão de fibras para estenose intestinal e diarréia, exclusão de gordura para má absorção de gordura e exclu-são de lactose nos casos de intolerância, suplementação de B12 e parar de fumar.

Aminossalicilatos: mesalamina 2,4 a 4,8 g/dia e sulfasalazina 4 a 6 g/dia – quadro leve a moderado.

Antibióticos: metronidazol (10 mg/kg/dia) ou ciprofloxacina (500 mg 12/12 horas) atenuam sintomas e fase aguda promovendo a cicatrização das lesões perianais.

Corticosteróide: prednisona 40 a 60 mg/dia

para controle das formas agudas moderadas ou graves.

Imunossupressores: aziatioprina 2 a 2,5 mg/kg/dia ou 6-mercaptopurina 1,5 mg/kg/dia (contra-indicada na gravidez) – para pacientes que estão recebendo altas doses de corticosteróides, doen­ça refratária ao tratamento padrão, promover o fechamento de fístulas intestinais e perianais.

Anticorpo anti-TNF: infliximabe 5 mg/kg 0, 2, 6 semanas, pode continuar 5 mg/kg a cada 8 semanas – pacientes com quadro moderado a grave com inadequada resposta aos corticoste­róides e imunossupressores.

 

 

Encontre o seu médico
Gastroenterologista

 


 

Compartilhe este Artigo!

Notícias