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Aterosclerose

Consultar Doenças - Colesterol

Definição
Formação de uma placa de gordura na parede dos vasos, diminuindo seu lúmen, alterando sua fisiologia e o modo como reage a substâncias endógenas e exógenas, podendo ocorrer isquemia, trombose e necrose.

 

 

Etiologia
É uma condição muito prevalente e de distribuição universal, uma das responsáveis pela maioria das mortes e incapacitação nas sociedades desenvolvidas.
Fatores de risco para aterosclerose:
1. Fatores de risco modificáveis pelo estilo de vida:

  • tabagismo;
  • sedentarismo;
  • obesidade.

2. Fatores de risco modificáveis pelo estilo de vida + farmacoterapia:

  • dislipidemias;
  • hipertensão;
  • resistência à insulina.

3. Fatores de risco não-modificáveis:

  • idade;
  • sexo masculino;
  • predisposição genética.

 

Tabagismo
Cinco anos após parar de fumar, o risco de um evento cardiovascular ainda é ligeiramente superior ao daqueles que nunca fumaram. São necessários de 10 a 15 anos sem fumar para o risco ser igual ao de uma pessoa que nunca fumou.
No entanto, este é um objetivo muito difícil de ser alcançado. A chance de um paciente parar de fumar e permanecer sem fumar é muito pequena. Mas deve ser sempre incentivada [ver Tabagismo].
Sedentarismo
A prática de atividade física diminui a obesidade e a resistência insulínica, além de elevar o HDL-colesterol e diminuir a pressão arterial.
Obesidade
A obesidade causa resistência insulínica e aumento da pressão arterial. Está geralmente associada a dislipidemias.
Distúrbios lipídicos
As anormalidades nas lipoproteínas e no metabolismo lipídico são os fatores mais bem compreendidos e mais estabelecidos na patogênese da aterosclerose. A diminuição do LDL-colesterol diminui consideravelmente o risco de doença cardiovascular. O HDL-colesterol constitui um fator de risco independente do LDL.
Hipertensão
A hipertensão é um fator de risco importante na patogênese da aterosclerose. A elevação da pressão arterial aumenta consideravelmente o risco de doença cardiovascular.
Resistência à insulina
A presença de diabetes mellitus ou de resistência insulínica aumenta muito o risco de doença cardiovascular. Na presença desses fatores faz-se necessário um controle mais intenso do LDL-colesterol, requerendo níveis ainda mais baixos do que nos indivíduos saudáveis [ver Dislipidemias].
Sexo masculino/pós-menopausa
Os estudos observacionais mostram que o sexo masculino e mulheres na pós-menopausa possuem um risco maior de desenvolver doenças cardiovasculares.
Outros fatores
Ultimamente tem sido bastante estudada a presença de atividade inflamatória na placa de aterosclerose. Existem estudos que correlacionam a presença de Chlamydia pneumoniae, CMV e outros na placa de aterosclerose.
Outro fator muito estudado atualmente é a hi¬per-homocisteinemia. Níveis elevados do fator homocisteína podem estar associados a eventos cardiovasculares.
A placa de aterosclerose pode sofrer uma rotura em algum ponto da sua superfície, permitindo o contato de fatores de coagulação do sangue com fatores teciduais altamente trombogênicos expressos por células espumosas de macrófagos no interior da placa rica em lipídios. O trombo que se forma pode ocluir total ou parcialmente o vaso.
Se o trombo ocluir o vaso totalmente, causará isquemia e sintomas em repouso. Se o vaso for ocluso parcialmente, as manifestações vão de-pender do vaso afetado e do grau de oclusão, podendo ser assintomático, manifestar sintomas em repouso ou apenas durante o esforço. As pla¬cas menores têm maior risco de se romper.

 

Tratamento
O combate à aterosclerose inclui principalmente medidas higiênico-dietéticas, de modo a atuar sobre os fatores de risco [ver Dislipidemias, Síndrome metabólica].

 

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