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Doença Hepática Alcoólica

Consultar Doenças - Cirrose

Definição
Conseqüência do consumo crônico e excessivo de álcool, responsável pela esteatose hepática, hepatite alcoólica e cirrose hepática.

Etiologia
Dose e duração da ingesta hídrica (a quanti­dade mínima de álcool associada com o risco aumentado de doença hepática alcoólica – DHA – varia entre 40 a 80 g por dia por 10 a 12 anos); sexo (a mulher é mais suscetível que o homem em parte porque apresenta ativida­de reduzida de álcool desidrogenase gástrica); fatores genéticos (polimorfismo genético); infecção por vírus B ou C (acelerador do dano hepático na DHA); exposição simultânea à hepatotoxinas (vitamina A ou acetominofeno) e sobrecarga de ferro (aumenta a gravidade da DHA, pois aumenta a produção de radicais livres).

 

Clínica
A apresentação clínica da DHA pode variar de paciente assintomático que apresenta hepatomegalia a paciente extremamente grave. História de abuso de álcool, anorexia, náuseas, hepatomegalia e icterícia sugerem o diagnóstico. Dor abdominal, esplenomegalia, ascite, febre e encefalopatia podem estar presentes. É difícil a diferenciação entre a esteatose hepática alcoólica e não-alcoólica, a não ser que seja encontrada uma história positiva de consumo crônico de álcool.

Exame físico: sinais de circulação colateral na parede abdominal, ascite, telangectasias cutâ­neas, baqueteamento digital, ginecomastia, ic­terícia, esplenomegalia, neuropatia periférica, eritema palmar, desnutrição, atrofia testicular e contratura palmar de Dupuytren.

 

Diagnóstico
Laboratório: AST/ALT > 1,0 (raramente > 400 UI), fosfatase alcalina aumentada, γGT au­mentada, hiperglicemia, hipertrigliceridemia, hiperuricemia, hipopotassemia, hipomagnesemia e hipofosfatemia. Albumina, tempo de protrombina e bilirrubinas normais até que haja lesão hepática significativa, anemia macrocítica discreta, leucocitose, trombocitopenia.

Biópsia hepática, exame de imagem (excluir outras patologias, identificar esteatose hepática e ascite), USG e TC.

Exame físico + história clínica + laboratório.

 

Tratamento
Abstinência do álcool é fundamental. Esteatose alcoólica é reversível com a suspensão do álcool. Síndrome de abstinência é tratada com benzodiazepínicos e programas específicos de tratamento do alcoolismo.

Reposição calórico-vitamínica: tiamina, folato, piridoxina e minerais (fosfato e magnésio), vitamina K e hidratação (cuidado com a hiperidratação).

Corticoterapia: prednisona 40 mg/dia ou pred­nisolona 32 mg/dia por 4 semanas, seguidas de redução progressiva até suspensão, em casos de hepatite alcoólica com índice de função discriminante (IFD)* > 32. *[IFD = 4,6 x (TPpac – TPcont) + BT].

Terapias experimentais: propiltiouracil, S-adenosilmetionina, transplante ortópico de fígado e esteróides anabolizantes.

 

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