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Colelitíase

Consultar Doenças - Cálculos Biliares

Definição
Presença de cálculos na vesícula biliar (colecistolitíase). 

 

 

Etiologia
Predisposição genética, dismotilidade vesicular (a estase é um elemento crucial para a formação dos cálculos biliares), dieta (carboidratos refinados e dieta pobre em fibras), estrogênio e progesterona, idade, obesidade, emagrecimento rápido, diabetes, anemia hemolítica (litíase pigmentar → precipitação de bile não conjugada), cirrose. Os cálculos biliares mais comuns são de coles¬terol (85%), favorecidos por idade, obesidade e dieta ocidental, pigmentados (20%), no caso de anemia hemolítica (esferocitose, anemia fal¬ciforme), cirrose e ressecção ileal, e marrons, no caso de estase biliar e infecção.

No Brasil, prevalência média de 15% da popu¬lação adulta, com predominância de cálculos de colesterol. 

 

Clínica
Muitos pacientes são assintomáticos ou apresentam sintomatologia vaga e inespecífica. A colelitíase sintomática é caracterizada por dor em hipocôndrio direito e epigástrio com sensação de plenitude e distensão epigástrica associada a náuseas. Alguns pacientes podem apresentar irradiação para as costas e ombro direito. A dor biliar (freqüentemente chamada de cólica biliar) tem início súbito, aumenta gradualmente, pois diminui lentamente, com duração total de 3 a 6 horas. Se a dor durar mais de 6 horas, suspeitar de colecistite. Fre-qüentemente a dor começa após uma refeição gordurosa. A recorrência da dor é imprevisível, pode ser em semanas, meses ou anos.

 

Diagnóstico
O exame de escolha é a USG abdominal. Pode ser feito colecistograma oral ou TC. A colecistolitíase pode ser uma descoberta fortuita de exame radiográfico. 

 

Tratamento
Alívio da dor: anticolinérgico e antiespasmó-dicos. Ácido ursodesoxicólico 8-12 mg/kg + ácido quenodesoxicólico 12-20 mg/kg por 2 anos (a vesícula precisa ser funcional, colecistograma oral positivo). Este tratamento é ativo somente sobre os cálculos de colesterol, de menos de 1,5 cm; é contra-indicado em mulheres grávidas (efeitos teratogênicos dos ácidos biliares) e as mulheres em fase reprodutiva devem utilizar método contraceptivo durante o tratamento.

A colecistectomia por via videolaparoscópica é atualmente o tratamento mais recomendado. O tratamento cirúrgico é eficaz sobre a dor da litíase biliar, mas não é plenamente justificado em caso de litíase assintomática ou com sinto¬mas dispépticos, freqüentes em várias doenças gastrintestinais. 

 

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