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Bronquiolite aguda

Consultar Doenças - Bronquite

Definição
Reação inflamatória mesenquimal e celular que envolve vias aéreas menores do que 2 mm, causando obstrução da luz e alterações funcionais.

Etiologia
Causas da bronquiolite: inalação de material tóxico (fumaças tóxicas, gases irritantes, fumaça de cigarro), pós-infecciosa (infecções virais ou bacterianas), secundária a drogas (bleomicina, metrotexato, amiodarona, carbamazepina), associada a outras doenças (como colagenoses, pós-transplantes, colite ulcerativa) ou idiopática. É incomum em pacientes adultos.

 

Clínica
O paciente apresenta tosse, dispnéia, cianose e hipoxemia que pode ser reversível ou tornar-se persistente (quadro mantido por mais de duas semanas – bronquiolite obliterante). Em crianças, o quadro geralmente é agudo e associado a uma infecção respiratória que necessita de hospitalização, tornando-se então persistente, com manutenção do desconforto respiratório, tosse, sibilância e hiperinsuflação torácica.

 

Diagnóstico

O diagnóstico se faz através do quadro clínico e evolução insatisfatória dos pacientes. A radiografia de tórax com freqüência mostra sinais de hiperinsuflação pulmonar (aumento do volume pulmonar, hiperlucência, retificação diafragmática e aumento do espaço retro-esternal). Também pode mostrar atelectasias associadas à obstrução brônquica por secreção.
A tomografia de tórax deve ser realizada com alta resolução em inspiração e expiração e mostra áreas de aprisionamento aéreo. A prova de função pulmonar mostra redução da VEF1 e da relação VEF1/CVF, indicando obstrução ao fluxo aéreo. Pode ou não haver resposta à administração de broncodilatadores de curta duração.

 

Tratamento

  • Os β2-agonistas de curta duração (fenoterol, salbutamol ou terbutalina) ou longa duração (formoterol e salmeterol) devem ser utilizados no sentido de aliviar o broncoespasmo associado ao quadro de bronquiolite.
  • Deve-se suplementar oxigênio nos casos de SpO2 menor que 92%.
  • A indicação dos corticosteróides é controversa, porém como alguns pacientes parecem evoluir satisfatoriamente com sua introdução, a tentativa de uso é válida.
  • Antibióticos devem ser utilizados em casos de suspeita de infecção bacteriana. A ribavirina pode ser utilizada em formas graves que necessitem de ventilação mecânica, principalmente em pneumopatas e cardiopatas prévios. Os antibióticos macrolídeos apresentam alguma ação antiinflamatória associada à atividade antibacteriana, e em alguns casos de bronquiolite podem exercer efeito benéfico.
  • Quando existirem sinais de hipoxemia ou hipoventilação refratárias às medidas clínicas, a ventilação mecânica está indicada.
  • Dosagem habitual das medicações utilizadas na bronquiolite aguda em adultos.

 

Dosagem habitual das medicações utilizadas na bronquiolite aguda em adultos.

Classe

Medicação

Dose habitual

β2-agonistas de curta duração

Fenoterol

2,5 mg (10 gts) ou 5 jatos

 

Salbutamol

2,5 mg (10 gts) ou 5 jatos

β2-agonistas de longa duração

Formoterol

6 a 12 mcg de 12/12 horas

 

Salmeterol

50 mcg de 12/12 horas

Anti-colinérgico

Brometo de ipatrópio

250 mcg (20gts) ou 3 jatos

Corticoesteróides sistêmicos

Prednisona

1 mg/kg (máximo 60 mg) VO 1 x/dia

 

Deflazacort

45 a 90 mg VO por dia

 

Hidrocortisona

100 mg EV 6/6 horas

 

Metilprednisolona (Solumedrol)

60 mg EV 6/6 horas

Macrolídeos

azitromicina

250 mg 1 x/dia

 

claritromicina

500 mg 1 x/dia

 


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