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Estado de Mal Asmático

Consultar Doenças - Asma

Definição
Piora transitória da asma associada com exposição a fatores desencadeantes de broncoespasmo.

 

 

Etiologia
A exposição a alérgenos provoca imediata reação inflamatória das vias aéreas com degranulação de eosinófilos e mastócitos. Existem muitos desencadeantes que podem provocar uma exacerbação asmática. Entre eles: poeira doméstica, exposição a mofo, fumaça de cigarro, sensibilizadores ocupacionais (como látex), alimentos, medicações (como ácido acetilsali­cílico e b-bloqueadores – incluindo colírios), infecções respiratórias, menstruação e estresse emocional.  

 

Clínica
São episódios de progressivo aumento da dispnéia, tosse, sibilância e opressão torácica. Em casos mais graves o paciente passa a ter dificuldade para pronunciar frases inteiras ou mesmo palavras, torna-se agitado ou confuso, sudoréico, cianótico, usa músculos acessórios da respiração (como o esternocleidomastóideo), passa a apresentar elevação da freqüência respi­ratória (em geral maior que 30 respirações por minuto) e redução ou até ausência de sibilos expiratórios.  

 

Diagnóstico
O diagnóstico da exacerbação da asma baseia-se principalmente na história clínica e no exame físico, com cuidado para a avaliação dos crité-rios de gravidade descritos acima. A medida do pico de fluxo expiratório (PFE) e da VEF1 é recomendada para determinação da gravidade da crise (PFE < 30% demonstra crise muito grave, entre 30 e 50%, crise grave, e acima de 50%, crise moderada a leve). A realização de gasometria arterial também é recomendada (PaO2 < 60 mmHg e/ou PaCO2 > 45 mmHg indicam insuficiência respiratória). A radiogra­fia de tórax deve ser indicada na suspeita de pneumotórax ou pneumonia.  

 

Tratamento

  • Todos os pacientes com SpO2 ≤ 95% devem receber oxigênio.
  • b2-agonistas de curta duração (fenoterol, salbutamol e terbutalina) por via inalatória são a primeira medida nas crises de asma. O efeito do b2-agonista administrado por nebulizador em jato ou aerossol dosimetrado com espaçador é o mesmo. No adulto o efeito máximo é obtido com a administração de 8-16 jatos do aerossol dosimetrado, devendo ser fornecidos 4-5 jatos a cada 15 minutos. Interromper se FC maior que 140 bpm, tremores grosseiros ou arritmias.
  • Anticolinérgicos de curta duração (brometo de ipatrópio) são indicados nas crises gra­ves em associação com b2-agonistas de curta duração. Como efeitos adversos produzem boca seca e, em alguns casos, borramento visual.
  • Corticosteróides por via sistêmica (predni­sona, hidrocortisona, metilprednisolona) reduzem a inflamação, acelerando a recu­peração e impedindo a ocorrência de crises fatais, devendo ser administrados o quanto antes. A rota oral ou endovenosa é equiva­lente.
  • Aminofilina endovenosa não tem indicação no tratamento inicial. Em casos hospitaliza­dos muito graves, ela pode ser considerada como tratamento coadjuvante. A intoxi­cação aguda dose-relacionada apresenta-se com náuseas e vômitos, taquicardia, cefaléia, confusão, hiperglicemia e hipocalemia. O ideal quando se usa a aminofilina ou a teofilina é dosar a teofilinemia, que deve ficar entre 8 e 12 mcg/ml.
  • O uso de sulfato de magnésio não é reco­mendado de rotina, mas pode auxiliar como coadjuvante em casos muito graves.

 Dosagem habitual das medicações utilizadas no estado de mal asmático.

Classe Medicação Dose habitual
β2-agonista de curta duração Fenoterol 2,5 mg (10 gts) ou 5 jatos
  Salbutamol 2,5 mg (10 gts) ou 5 jatos
Anti-colinérgico de curta duração Brometo de ipatrópio 250 mcg (20gts) ou 3 jatos
Corticoesteróide Prednisona 1 mg/kg (máximo 60mg) VO 1 x/dia
  Deflazacort 45 a 90 mg VO por dia
  Hidrocortisona (Flebocortid) 100 mg EV 6/6 horas
  Metilprednisolona 60 mg EV 6/6 horas
Metilxantinas Aminofilina Ataque 3-6 mg/kg EV em 100 ml SF em 30 min seguida por manutenção de 0,4 mg/kg/h
Sulfato de magnésio   2 g EV em 30 minutos

 

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