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Abscesso Periamidaliano

Consultar Doenças - Abscesso Peritonsilar

 

Definição
Infecção do espaço peritonsilar com formação de celulite e coleção purulenta.

 

 

Etiologia
Ocorre como conseqüência de infecção em torno da amídala (principalmente da região da orofaringe e dos dentes), alcançando a amídala e ultrapassando sua cápsula tonsilar. Chega então aos espaços perifaríngeos, levando à formação de celulite e coleção purulenta. Os germes causadores destes abscessos são os mesmos encontrados nas infecções de vias aéreas superiores (Streptococcus pyogenes a e b-hemolítico do grupo A, Staphylococcus aureus, Bacteroides sp, Peptococcus sp).

 

Clínica
Dor intensa na deglutição, febre, trismo e por vezes voz “abafada”. O exame clínico mostra edema unilateral da área peritonsilar com desvio contralateral da úvula e abaulamento da região póstero-lateral do palato mole. Se não tratados corretamente, os abscessos podem ocasionar graves danos como aspiração e pneumonia, e invasão de espaços cervicais profundos, com mediastinite, sepse e até morte.

 

Diagnóstico
Embora o diagnóstico clínico seja na maioria das vezes fácil de ser realizado, em muitos casos há necessidade de ultra-sonografia para distinguir entre a celulite e o abscesso periamidalino. A solicitação de tomografia computadorizada com contraste pode auxiliar nos casos de indicação cirúrgica, com o objetivo de mostrar a relação de alguns reparos anatômicos, como as artérias, com o abscesso.

 


Tratamento

  • O uso de antibióticos é fundamental e deve cobrir germes associados a infecções desta localidade. São possíveis escolhas as penici¬linas (penicilina G e amoxicilina), penicilinas associadas a inibidores de b-lactamases (amoxicilina + clavulanato), cefalosporinas de terceira geração (ceftriaxona). Macrolídeos e clindamicina podem ser usados nos casos de falha do tratamento inicial.
  • A punção e drenagem do abscesso são necessárias e devem acompanhar o uso dos antibióticos. Este procedimento é doloroso e arriscado, principalmente pelo risco de punção da artéria carótida interna.
  • A indicação de tonsilectomia é controversa. Alguns autores não a realizam, enquanto outros a realizam após resolução total do processo e outros concomitante com a drenagem do abscesso. Em casos de recorrência do abscesso, não há dúvida quanto à realização da tonsilectomia.

 

Antibióticos utilizados no tratamento do abscesso periamigdaliano.

Classe

Medicação

Dose habitual

Penicilinas

Amoxicilina

500 mg 8/8 horas

Penicilinas + inibidores de b-lactamases

Amoxicilina/ácido clavulânico

500 mg/125 mg de 8/8 horas

 

Amoxicilina/ácido clavulânico BD

875 mg/125 mg 12/12 horas

 

Ampicilina/sulbactam

375-750 mg 12/12 horas

Cefalosporinas

Cefuroxima

125-500 mg 12/12 horas

 

Cefpodoxima

100-400 mg 12/12 horas

 

Ceftriaxona

2 g 1 x/dia

Macrolídeos

Claritromicina

500 mg 12/12 horas

 

Azitromicina

500 mg 1 x/dia

Lincosamidas

Clindamicina

300 mg 6/6 horas VO e 600 mg 6/6 horas EV

 

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